Sim à vida, ao final de semana, à Darjeeling e ao delicioso jantar em companhia perfeita.
Sim à conhecer de madrugada o apê novo do queridão do peito.
Sim ao sábado cansativérrimo, à reunião na Gotas, à firma de Oxalá, ao cochilo na vovó.
Sim à beleza da noite de sábado, à lua linda que estava no céu, ao show absolutamente inesquecível, ao trânsito da Augusta e à balada na Vila.
Sim ao domingo de sol e de sono, de suco e de casa da vó.
Um sim gigantesco a essa coisa linda que é viver intensamente os finais de semana!
2.12.07
28.11.07
É sábado!!
Bom Senso - Tim Maia
Já virei calçada maltratada
E na virada quase nada
Me restou a curtição
Já rodei o mundo quase mudo
No entanto num segundo
Este livro veio à mão
Já senti saudade
Já fiz muita coisa errada
Já pedi ajuda
Já dormi na rua
Mas lendo atingi o bom senso
A imunização racional
De novo lá no espaço bom demais de estar - Auditório Ibirapuera.
Já virei calçada maltratada
E na virada quase nada
Me restou a curtição
Já rodei o mundo quase mudo
No entanto num segundo
Este livro veio à mão
Já senti saudade
Já fiz muita coisa errada
Já pedi ajuda
Já dormi na rua
Mas lendo atingi o bom senso
A imunização racional
De novo lá no espaço bom demais de estar - Auditório Ibirapuera.
27.11.07
Meu melhor leitor
Meu melhor leitor é meu melhor amigo.
Ele não sabe o que é fechar relacionamentos e vive seguindo mesmo assim - ah, sim, eu queria ter umas aulas com ele.
Está la na Austrália, há todos os oceanos e alguns mil kilômetros de distância, liga me dá susto me realiza e me deixa feliz pelo resto do dia.
Disse que entra no computador, abre o hotmail, o yahoo, o orkut, o facebook, e em seguida o Très Fantastique. Sim, ele me lê todos os dias.
Saudades dele... imensas e intensas. Não é justo não ter nem seu colo nem seus puxões de orelha nem nossos entardeceres bêbados no boteco da esquina (ok, essa última parte foi ficção, porque estou ficando forte só agora).
Digo sinceramente que te amo profundamente.
Ele não sabe o que é fechar relacionamentos e vive seguindo mesmo assim - ah, sim, eu queria ter umas aulas com ele.
Está la na Austrália, há todos os oceanos e alguns mil kilômetros de distância, liga me dá susto me realiza e me deixa feliz pelo resto do dia.
Disse que entra no computador, abre o hotmail, o yahoo, o orkut, o facebook, e em seguida o Très Fantastique. Sim, ele me lê todos os dias.
Saudades dele... imensas e intensas. Não é justo não ter nem seu colo nem seus puxões de orelha nem nossos entardeceres bêbados no boteco da esquina (ok, essa última parte foi ficção, porque estou ficando forte só agora).
Digo sinceramente que te amo profundamente.
Vida Ordinária
Desce a rua Augusta, vai sentido centro, shorts curtos e olhos borrados de tanta maquiagem. Uma long neck na mão - com vodka. Pura.
Vai, cambaleante. Vai, caminhante.
Não para de descer a Augusta. Agora, faz parte da fauna como membro integrante e assumido. Se sente assim, junto de todo mundo, uma igual a eles.
Fuma cigarro atrás do outro, gosta do ardor da nicotina quando encontra o pulmão já tão cheio dela.
As buzinas são chatas, mas é o som da rua que chega em seus ouvidos.
Os caras são chatos, mas afinal, quem não gosta de ser chamada de GOSTOSA com a boca cheia? Ninguém está à altura dela - e ela sabe bem disso.
Vai, vulgar, devassa, só segue sem olhar para trás.
Pára na Roosevelt. Conversa com gente igual ela.
Segue, cada vez mais, pro centro. República, mendigos e putas. Lixo no meio da rua. Poesia concreta paulistana. Deselegância discreta, mas não tem mais menina.
Loucas noites têm reinado, com cada vez melhores companhias.
Descabela, só porque acha que é legal.
Agora é cachaça que ela quer.
Borra mais um pouco os olhos. De cambaleante, cai e rala a perna, levanta e continua a andar.
Bem que essa poderia ser eu daqui há alguns anos. De vida ordinária cheia de Locas Noches, logo logo chego à vida bandida que atualmente tanto almejo.
Enquanto isso, meu deleite é a vida bandida e deliciosamente romântica do Xico Sá. É frase dele: "Só a lascívia embeleza uma fêmea". Cá estarei eu, prova viva disso, quando realmente tiver minha vida bandida, quando eu conseguir ser deliciosamente romântica sem que isso signifique o fundo do poço.
Por enquanto, errada estou e errada fico. Me estrago mais um pouco a cada final de semana. Nunca pensei que viver assim fosse tão delicioso.
Errada estou e errada fico. Fim feliz é isso.
Sugestão: http://carapuceiro.zip.net/
ps.: vem do horizonte uma nuvem cinza que cresce e se aproxima. Mais um final de semana que será FORTE. Isso porque por enquanto hoje só é terça.
Aiai, vida ordinária.
Vai, cambaleante. Vai, caminhante.
Não para de descer a Augusta. Agora, faz parte da fauna como membro integrante e assumido. Se sente assim, junto de todo mundo, uma igual a eles.
Fuma cigarro atrás do outro, gosta do ardor da nicotina quando encontra o pulmão já tão cheio dela.
As buzinas são chatas, mas é o som da rua que chega em seus ouvidos.
Os caras são chatos, mas afinal, quem não gosta de ser chamada de GOSTOSA com a boca cheia? Ninguém está à altura dela - e ela sabe bem disso.
Vai, vulgar, devassa, só segue sem olhar para trás.
Pára na Roosevelt. Conversa com gente igual ela.
Segue, cada vez mais, pro centro. República, mendigos e putas. Lixo no meio da rua. Poesia concreta paulistana. Deselegância discreta, mas não tem mais menina.
Loucas noites têm reinado, com cada vez melhores companhias.
Descabela, só porque acha que é legal.
Agora é cachaça que ela quer.
Borra mais um pouco os olhos. De cambaleante, cai e rala a perna, levanta e continua a andar.
Bem que essa poderia ser eu daqui há alguns anos. De vida ordinária cheia de Locas Noches, logo logo chego à vida bandida que atualmente tanto almejo.
Enquanto isso, meu deleite é a vida bandida e deliciosamente romântica do Xico Sá. É frase dele: "Só a lascívia embeleza uma fêmea". Cá estarei eu, prova viva disso, quando realmente tiver minha vida bandida, quando eu conseguir ser deliciosamente romântica sem que isso signifique o fundo do poço.
Por enquanto, errada estou e errada fico. Me estrago mais um pouco a cada final de semana. Nunca pensei que viver assim fosse tão delicioso.
Errada estou e errada fico. Fim feliz é isso.
Sugestão: http://carapuceiro.zip.net/
ps.: vem do horizonte uma nuvem cinza que cresce e se aproxima. Mais um final de semana que será FORTE. Isso porque por enquanto hoje só é terça.
Aiai, vida ordinária.
26.11.07
Do the right thing
No meu mais novo foco "carreira", olha só o artigo publicado pelo Valor hoje e que se encaixou bastante para mim:
http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/eueinvestimento/167/Mudar+de+emprego+da+o+maior+trabalho+prepare-se,072611,,167,4652731.html
Recomendo para todos os que quiserem programar uma guinada na carreira, mesmo que isso não envolva mudançan na área de atuação, e sim simplesmente mudança de empresa.
"Muitas vezes tirar o fio da tomada por algum tempo pode ajudar. Desligar-se temporariamente para reorganizar a vida em geral, inclusive a carreira, é uma excelente ferramenta de apoio para tomada de decisão. Pode começar pequeno, com um dia de folga, depois com uma emenda de feriado, mais tarde com férias merecidas esticadas e por que não, um período sabático mais longo."
É bom começar a 2a feira assim.
http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/eueinvestimento/167/Mudar+de+emprego+da+o+maior+trabalho+prepare-se,072611,,167,4652731.html
Recomendo para todos os que quiserem programar uma guinada na carreira, mesmo que isso não envolva mudançan na área de atuação, e sim simplesmente mudança de empresa.
"Muitas vezes tirar o fio da tomada por algum tempo pode ajudar. Desligar-se temporariamente para reorganizar a vida em geral, inclusive a carreira, é uma excelente ferramenta de apoio para tomada de decisão. Pode começar pequeno, com um dia de folga, depois com uma emenda de feriado, mais tarde com férias merecidas esticadas e por que não, um período sabático mais longo."
É bom começar a 2a feira assim.
25.11.07
Coisa de aspira e coisa divertida
É coisa de aspira:
- comer pouco antes da balada e ter a ilusão de que vai aguentar beber muito
- ir de salto alto se esbaldar e achar que vai dançar muito
- fazer a prospecção pré-balada errada e achar que vai conseguir o que quer
- beber um pint de Erdinger na pré-balada e parar de beber logo em seguida
- ir toda chicosa para festa de amigos desencanados
É coisa divertida:
- anos 80 na balada
- festa feliz com amigos felizes
- kit sobrevivência de balada com Engov
- ficar descalça e fazer cerimônia dos lavapés ao chegar em casa
- baladar usando shorts
- ver todo mundo bêbado dando risada da vida
- suar até molhar a blusa - e perceber que está todo mundo assim
Sim, sábado à noite foi muito bom.
- comer pouco antes da balada e ter a ilusão de que vai aguentar beber muito
- ir de salto alto se esbaldar e achar que vai dançar muito
- fazer a prospecção pré-balada errada e achar que vai conseguir o que quer
- beber um pint de Erdinger na pré-balada e parar de beber logo em seguida
- ir toda chicosa para festa de amigos desencanados
É coisa divertida:
- anos 80 na balada
- festa feliz com amigos felizes
- kit sobrevivência de balada com Engov
- ficar descalça e fazer cerimônia dos lavapés ao chegar em casa
- baladar usando shorts
- ver todo mundo bêbado dando risada da vida
- suar até molhar a blusa - e perceber que está todo mundo assim
Sim, sábado à noite foi muito bom.
22.11.07
Done
Noites de insônia. Dúvidas. Barulhos. Lágrimas. Brigas.
Calmante... e dorme.
No fundo, lá, no canto, depois do medo, da angústia, e da insegurança, está a certeza. A certeza de que o caminho rumo ao desconhecido é o melhor a fazer.
A certeza de que navegarei sem bússola, e me guiando pelas estrelas, e que elas vão me dizer onde está meu norte. A certeza de que as estrelas só aparecem à noite, e é à noite que sonhamos, então em última instância ao abrir mão da segurança da bússola estou, na verdade, optando por buscar um sonho. E não é para soar piegas, não. É para soar pé no chão. É para soar racional e consciente e consistente. E sim, o navio vai pegar turbulências, tempestades, tsunamis. Mas à noite as estrelas sempre estarão por lá.
Hoje acordei com aquela sensação gostosa de quentinho no peito. Falei com um especial, falei com outro especial, falei com uma especial também, e falei com o chefe. Depois falei para todos, que receberam a notícia como grande surpresa. E com grande sorriso. Palavras de apoio e abraços gostosos foram o que mais recebi hoje. Todo mundo com a mesma certeza: de que eu tomei a decisão certa. Os que ficam me falaram "corajosa" como uma bela admiração. Todos sabem que busco agora o caminho que é meu.
Vou inventar meu futuro e já volto. Vou ser feliz e já volto.
Não acho, definitivamente, que será fácil. Mas... a man's gotta do what a man's gotta do.
Pode ser que tenham lágrimas no último dia... afinal, quase três anos lá todos os dias.
Mas ainda falta um mês de aviso prévio para isso.
Calmante... e dorme.
No fundo, lá, no canto, depois do medo, da angústia, e da insegurança, está a certeza. A certeza de que o caminho rumo ao desconhecido é o melhor a fazer.
A certeza de que navegarei sem bússola, e me guiando pelas estrelas, e que elas vão me dizer onde está meu norte. A certeza de que as estrelas só aparecem à noite, e é à noite que sonhamos, então em última instância ao abrir mão da segurança da bússola estou, na verdade, optando por buscar um sonho. E não é para soar piegas, não. É para soar pé no chão. É para soar racional e consciente e consistente. E sim, o navio vai pegar turbulências, tempestades, tsunamis. Mas à noite as estrelas sempre estarão por lá.
Hoje acordei com aquela sensação gostosa de quentinho no peito. Falei com um especial, falei com outro especial, falei com uma especial também, e falei com o chefe. Depois falei para todos, que receberam a notícia como grande surpresa. E com grande sorriso. Palavras de apoio e abraços gostosos foram o que mais recebi hoje. Todo mundo com a mesma certeza: de que eu tomei a decisão certa. Os que ficam me falaram "corajosa" como uma bela admiração. Todos sabem que busco agora o caminho que é meu.
Vou inventar meu futuro e já volto. Vou ser feliz e já volto.
Não acho, definitivamente, que será fácil. Mas... a man's gotta do what a man's gotta do.
Pode ser que tenham lágrimas no último dia... afinal, quase três anos lá todos os dias.
Mas ainda falta um mês de aviso prévio para isso.
21.11.07
Ode à São Paulo
Só São Paulo mesmo para permitir que certas coisas aconteçam...
- só em São Paulo tenho livrarias como a Cultura do Conjunto Nacional, onde posso mergulhar em livros e me afogar no Visa Electron sem medo de ser feliz.
- só em São Paulo posso descer a Padre João Manuel em um 15/nov que mais parecia inverno, com frio e garoa fininha, em um final de tarde deveras melancólico, ouvindo jazz, e me sentindo em Londres. Ou em qualquer outro lugar que parecia não ser o Brasil. Desci eu e o capuz e a sacola com cinco livros, flanando, tomando cuidado para não escorregar na calçada, passando pelos cafés cheios e ouvindo o ruído de muitas vozes lá dentro, no quentinho. E eu lá fora, no frio. Senti a solidão e a melancolia na prática e na pele. E nunca foi tão bom ser uma paulistana solitária, no meio de tanta gente.
- só em São Paulo saio caminhando pela rua depois da IBM, chego ao Paraíso, encontro a Princess, vou a um cinema preferido (Reserva Cultural), vejo um filme dos bons (El Pasado), saio de lá aliviada ao perceber que eu não sou tão louca quanto a protagonista do filme, e que meu fim de relacionamento tem sido mais saudável e menos melodramático do que o fim de relacionamento visto no filme, volto para casa tendo ótimas conversas com ela que é minha irmãzinha, descubro que abriu um Starbucks lá, logo entre a Campinas e a Santos, e depois vamos jantar no japonês, comendo em excesso. Fora o mico de parar mal o carro em uma vaga na frente do restaurante, logo onde tinha mil mocinhos interessantes que poderiam virar nossos paqueras e no entanto viraram nosso deboche (a manobrista era eu).
- só em São Paulo saio de cidade nublada, em duas horas estou com os pés na areia e debaixo do sol, e em mais duas horas estou na cidade nublada de novo.
- só em São Paulo como hamburguer dos mais deliciosos no St Louis, sigo para a Roosevelt onde encontro boa amiga com uma boa cerveja, e encontro gente de todo o tipo, nerds, cools, cults, putas, artistas, escritores, gente do teatro, gente da rua, gente da vida. E daí ficamos lá dando boas risadas, até que resolvamos ir dar boas risadas em outro canto. E por um caminho mágico pela madrugada do centro de São Paulo chegamos ao Teatro Mars rapidinho. O carioca chega depois com mais tantas outras meninas, leves como fadas, sorridentes como crianças, e simpáticas como se fossem minhas velhas amigas. Daí a luz acaba e o baterista continua sozinho, porque mesmo sem luz a festa não pode acabar. Até que nós cansamos e resolvemos voltar e dormir... e qual não é a Lei de Murphy que, assim que pedimos os carros pro manobrista, eis que a luz volta. Ah, esse Teatro Mars, baladinha legal, músicos dos bons, buraco preto com cara de festa, andares e andares de andaime, cara de cidade decadente, e lá dentro pessoas tão jovens e animadas enxem a casa de luz.
- Simbora para a energia frenética do Mercadão. Domingo, duas da tarde, solão lá fora, multidão lá dentro. Multidão de tudo, de comidas, de pessoas, de barulhos, de coisas legais para bater fotos... multidão de vida. Só em São Paulo paguei de turista fashion e fui feliz.
- Outro feriado... dessa vez, só em São Paulo vi o museu que eu não conhecia. Fui no parque que eu só tinha ido no show dos Mutantes, e me diverti pacas andando pelos jardins, tirando fotos lindas, aproveitando bem aquela luz amarela, azul e verde do dia ensolarado, do céu, do prédio do museu, do jardim.
- Depois, só em São Paulo de novo, almocei com amiga do coração e amigos do coração que são quase meus amigos, e experimentei rabada, algo de novo nesse estômago.
Sim, tive papos cabeça, tive pensamentos perdidos, tive muitas insônia, tive brigas comigo mesma e com o mundo esses dias. Mas sim também, foi maravilhoso passar o feriado em São Paulo.
E afinal das contas, será que a gente seria feliz se viver fosse fácil?
Será que eu ficaria tão feliz no Parque da Independência se na noite anterior eu não tivesse passado mal de insônia e tomado calmente para poder dormir? Será que eu teria aproveitando tanto meu pé na areia sábado se na sexta eu tivesse assistido um filme que não trabalhasse com a dicotomia angustia/alivio de fim de relacionamento?
Obrigada, São Paulo, por me abrigar e por ser a minha cidade.
Só aqui para ter um feriado desses...
- só em São Paulo tenho livrarias como a Cultura do Conjunto Nacional, onde posso mergulhar em livros e me afogar no Visa Electron sem medo de ser feliz.
- só em São Paulo posso descer a Padre João Manuel em um 15/nov que mais parecia inverno, com frio e garoa fininha, em um final de tarde deveras melancólico, ouvindo jazz, e me sentindo em Londres. Ou em qualquer outro lugar que parecia não ser o Brasil. Desci eu e o capuz e a sacola com cinco livros, flanando, tomando cuidado para não escorregar na calçada, passando pelos cafés cheios e ouvindo o ruído de muitas vozes lá dentro, no quentinho. E eu lá fora, no frio. Senti a solidão e a melancolia na prática e na pele. E nunca foi tão bom ser uma paulistana solitária, no meio de tanta gente.
- só em São Paulo saio caminhando pela rua depois da IBM, chego ao Paraíso, encontro a Princess, vou a um cinema preferido (Reserva Cultural), vejo um filme dos bons (El Pasado), saio de lá aliviada ao perceber que eu não sou tão louca quanto a protagonista do filme, e que meu fim de relacionamento tem sido mais saudável e menos melodramático do que o fim de relacionamento visto no filme, volto para casa tendo ótimas conversas com ela que é minha irmãzinha, descubro que abriu um Starbucks lá, logo entre a Campinas e a Santos, e depois vamos jantar no japonês, comendo em excesso. Fora o mico de parar mal o carro em uma vaga na frente do restaurante, logo onde tinha mil mocinhos interessantes que poderiam virar nossos paqueras e no entanto viraram nosso deboche (a manobrista era eu).
- só em São Paulo saio de cidade nublada, em duas horas estou com os pés na areia e debaixo do sol, e em mais duas horas estou na cidade nublada de novo.
- só em São Paulo como hamburguer dos mais deliciosos no St Louis, sigo para a Roosevelt onde encontro boa amiga com uma boa cerveja, e encontro gente de todo o tipo, nerds, cools, cults, putas, artistas, escritores, gente do teatro, gente da rua, gente da vida. E daí ficamos lá dando boas risadas, até que resolvamos ir dar boas risadas em outro canto. E por um caminho mágico pela madrugada do centro de São Paulo chegamos ao Teatro Mars rapidinho. O carioca chega depois com mais tantas outras meninas, leves como fadas, sorridentes como crianças, e simpáticas como se fossem minhas velhas amigas. Daí a luz acaba e o baterista continua sozinho, porque mesmo sem luz a festa não pode acabar. Até que nós cansamos e resolvemos voltar e dormir... e qual não é a Lei de Murphy que, assim que pedimos os carros pro manobrista, eis que a luz volta. Ah, esse Teatro Mars, baladinha legal, músicos dos bons, buraco preto com cara de festa, andares e andares de andaime, cara de cidade decadente, e lá dentro pessoas tão jovens e animadas enxem a casa de luz.
- Simbora para a energia frenética do Mercadão. Domingo, duas da tarde, solão lá fora, multidão lá dentro. Multidão de tudo, de comidas, de pessoas, de barulhos, de coisas legais para bater fotos... multidão de vida. Só em São Paulo paguei de turista fashion e fui feliz.
- Outro feriado... dessa vez, só em São Paulo vi o museu que eu não conhecia. Fui no parque que eu só tinha ido no show dos Mutantes, e me diverti pacas andando pelos jardins, tirando fotos lindas, aproveitando bem aquela luz amarela, azul e verde do dia ensolarado, do céu, do prédio do museu, do jardim.
- Depois, só em São Paulo de novo, almocei com amiga do coração e amigos do coração que são quase meus amigos, e experimentei rabada, algo de novo nesse estômago.
Sim, tive papos cabeça, tive pensamentos perdidos, tive muitas insônia, tive brigas comigo mesma e com o mundo esses dias. Mas sim também, foi maravilhoso passar o feriado em São Paulo.
E afinal das contas, será que a gente seria feliz se viver fosse fácil?
Será que eu ficaria tão feliz no Parque da Independência se na noite anterior eu não tivesse passado mal de insônia e tomado calmente para poder dormir? Será que eu teria aproveitando tanto meu pé na areia sábado se na sexta eu tivesse assistido um filme que não trabalhasse com a dicotomia angustia/alivio de fim de relacionamento?
Obrigada, São Paulo, por me abrigar e por ser a minha cidade.
Só aqui para ter um feriado desses...
16.11.07
Suedehead - Morrissey
De sábado para domingo, 27/10 para 28/10/2007, na fila para sair da balada que figura entre as maiores aventuras da minha aventura, Morrissey canta Suedehead. Nós cantamos juntos, dançando na fila, entre os amigos dele. Sem olhar um na cara do outro.
De sábado para domingo, 10/11 para 11/11, na rua do centrão de SP, entre bêbados, mendigos, putas e lixos, estamos a caminho do carro. Ele começa a cantar Suedehead. Eu me empolgo e canto muito alto. Ele fala: "E não é que ela é uma Morrissey mesmo?" Nos abraçamos e ficamos cantando, no meio da rua. Um abraço forte que eu não sentia há tanto e tanto e tanto tempo... A sensação que eu tive é que durou uma eternidade. Só lá, o abraço, a saudade, a falta, a ausência, e sem beijo na boca, por respeito e consideração.
Eu choro, mas acho que a bebedeira dele não permitiu que ele percebesse meu choro. Ainda bem.
Momento lindo, bem com cara de final de balada, final de noite, final de relacionamento, final de filme.
Lagriminhas.
A letra? Para quem quiser...
Suedehead - Morrissey
Why do you come here?
And why do you hang around?
I'm so sorry I'm so sorry
Why do you come here
When you know it makes things hard for me?
When you know, oh
Why do you come?
Why do you telephone?
And why send me silly notes?
I'm so sorry I'm so sorry
Why do you come here
When you know it makes things hard for me?
When you know, oh
Why do you come?
You had to sneak into my room'just' to read my diary
It was just to see, just to see
All the things you knew I'd written about you
And so many illustrations
I'm so very sickened
Oh, I am so sickened now
It was a good lay, good lay
It was a good lay, good lay...
De sábado para domingo, 10/11 para 11/11, na rua do centrão de SP, entre bêbados, mendigos, putas e lixos, estamos a caminho do carro. Ele começa a cantar Suedehead. Eu me empolgo e canto muito alto. Ele fala: "E não é que ela é uma Morrissey mesmo?" Nos abraçamos e ficamos cantando, no meio da rua. Um abraço forte que eu não sentia há tanto e tanto e tanto tempo... A sensação que eu tive é que durou uma eternidade. Só lá, o abraço, a saudade, a falta, a ausência, e sem beijo na boca, por respeito e consideração.
Eu choro, mas acho que a bebedeira dele não permitiu que ele percebesse meu choro. Ainda bem.
Momento lindo, bem com cara de final de balada, final de noite, final de relacionamento, final de filme.
Lagriminhas.
A letra? Para quem quiser...
Suedehead - Morrissey
Why do you come here?
And why do you hang around?
I'm so sorry I'm so sorry
Why do you come here
When you know it makes things hard for me?
When you know, oh
Why do you come?
Why do you telephone?
And why send me silly notes?
I'm so sorry I'm so sorry
Why do you come here
When you know it makes things hard for me?
When you know, oh
Why do you come?
You had to sneak into my room'just' to read my diary
It was just to see, just to see
All the things you knew I'd written about you
And so many illustrations
I'm so very sickened
Oh, I am so sickened now
It was a good lay, good lay
It was a good lay, good lay...
5.11.07
Grey Day
Acho que é porque:
- dias muito coloridos assustam a rotina, fazem com que ela fique assustadoramente cinza;
- poucas horas de sono me matam, e ontem de novo vivi o caos aéreo na pele;
- domingo no Rio e 2a em SP é um choque cultural deverash injuishto;
- hoje está chovendo e está frio;
- não aguento mais essa rotininha;
- a mediocridade me causa calafrios, e conviver com ela diariamente me é uma tortura do pior tipo...
... que resolvi me camuflar de algo que combine com asfalto, com chuva fininha e com um "não me encontrem" gritado bem alto.
Resultado?
Jeans, blusinha azul clarinho indo pro cinza, e blusa de capuz cinza claro. Sem criatividade, sem cor, sem eu, sem nada. Só assim.
Cenas do próximo capítulo:
- divagações sobre o caos aéreo
- minh'alma canta, vejo o Rio de Janeiro...
- dias muito coloridos assustam a rotina, fazem com que ela fique assustadoramente cinza;
- poucas horas de sono me matam, e ontem de novo vivi o caos aéreo na pele;
- domingo no Rio e 2a em SP é um choque cultural deverash injuishto;
- hoje está chovendo e está frio;
- não aguento mais essa rotininha;
- a mediocridade me causa calafrios, e conviver com ela diariamente me é uma tortura do pior tipo...
... que resolvi me camuflar de algo que combine com asfalto, com chuva fininha e com um "não me encontrem" gritado bem alto.
Resultado?
Jeans, blusinha azul clarinho indo pro cinza, e blusa de capuz cinza claro. Sem criatividade, sem cor, sem eu, sem nada. Só assim.
Cenas do próximo capítulo:
- divagações sobre o caos aéreo
- minh'alma canta, vejo o Rio de Janeiro...
31.10.07
Essa vida surreal que me acomete
Bom, há uma semana eu escrevi diretamente da véspera do meu aniversário. Dessa vez, vou falar do jeito surreal que começou meu 25o ano de vida.
Sem falar especificamente do aniversário, mas falando ao mesmo tempo...
- fiquei de ponta cabeça na aula de yoga e dessa vez foi muito bom
- dei meu cabelo para a cabeleleira e disse: faça o que você quiser
- Londres veio em minha direção, com frio e chuva
- inventei que semana que vem começaremos desde já as happy hours de Natal. A idéia foi aceita unanimemente.
- tive um dia e tanto de metamorfose
- a metamorfose resultou em inúmeras capas da Vogue
- recebi um telefonema bêbado às 04 da manhã
- saí de casa às 04 e meia da manhã pra ir pra balada
- dancei e dancei e dancei e foi demais de bom e me diverti em excesso com quem eu sinto muitas saudades
- todos estavam fantasiados de Haloween e eu ficava vagando entre aquelas pessoas estranhas fantasiadas...
- o álcool tem sido um companheiro muito presente em tudo ultimamente
- inovei e usei frente unica - ainda por cima, dourada
- fiz discurso publico e improvisado em dia de ressaca
- achei passagem aérea pro Rio a R$ 100,00 e dái comprei
- tô me achando a "sensação" nova capa da Vogue - os cariocas que se cuidem!
- ao mesmo tempo, não queria por nada estar solteira, aiai...
- amanhã, venho trabalhar de mala e cuia e tenho happy hour diretamente no BG
Tá bom ou quer mais?
Sem falar especificamente do aniversário, mas falando ao mesmo tempo...
- fiquei de ponta cabeça na aula de yoga e dessa vez foi muito bom
- dei meu cabelo para a cabeleleira e disse: faça o que você quiser
- Londres veio em minha direção, com frio e chuva
- inventei que semana que vem começaremos desde já as happy hours de Natal. A idéia foi aceita unanimemente.
- tive um dia e tanto de metamorfose
- a metamorfose resultou em inúmeras capas da Vogue
- recebi um telefonema bêbado às 04 da manhã
- saí de casa às 04 e meia da manhã pra ir pra balada
- dancei e dancei e dancei e foi demais de bom e me diverti em excesso com quem eu sinto muitas saudades
- todos estavam fantasiados de Haloween e eu ficava vagando entre aquelas pessoas estranhas fantasiadas...
- o álcool tem sido um companheiro muito presente em tudo ultimamente
- inovei e usei frente unica - ainda por cima, dourada
- fiz discurso publico e improvisado em dia de ressaca
- achei passagem aérea pro Rio a R$ 100,00 e dái comprei
- tô me achando a "sensação" nova capa da Vogue - os cariocas que se cuidem!
- ao mesmo tempo, não queria por nada estar solteira, aiai...
- amanhã, venho trabalhar de mala e cuia e tenho happy hour diretamente no BG
Tá bom ou quer mais?
24.10.07
Cronologia e Véspera
Sempre gostei de fazer aniversário, historicamente, na minha vida.
De criança, passava o ano esperando chegar o dia do aniversário.
Ficava o ano inteiro combinando com a minha mãe qual seria a decoração da mesa do bolo - mesa que ela mesma decorava e montava e era linda e perfeita. Teve alguns aniversários no clube, com direito a monitores e crianças correndo muito por todos os cantos. Outros aniversários foram comemorados na escola. Sempre sempre sempre teve bolinho para a família, todos os anos, sem exceção.
Teve o de 12 anos, meu primeiro bailinho, no salão de festas do meu prédio, com sanduíches de metro e um DJ com todo o aparato de DJs, que era tão na moda naquela época dar festa com DJ.
Depois teve o de 13 anos, que fomos pro boliche e depois comer no Fridays, eu, a Ana Banana, a Dani e a Carol.
O de 14 anos foi um jantar lá em casa, só de meninas - e éramos umas 20 - comendo strogonoff em um sábado que eu saí desesperada para comprar um vestido novo para usar no meu jantar. Aquele vestido, laranja, de crepe, só foi usado uma vez na vida. Hoje em dia quando eu olho, eu penso: como eu pude usar isso??
Quando fiz 15 anos, foi uma crise só. Eu estava no auge da minha aborrecência, quando eu usava - para desespero da minha mãe e da minha avó - calça big e coturno. Não quis festa de debutante comment il fault, mais uma decepção para a minha mãe, e acabei fazendo mais um bailinho no salão de festas do meu prédio. Quase tive meu primeiro beijo na boca nessa festa, com um amigo do meu primo que era lindo maravilhoso e tinha os olhos verdes. Mas não foi dessa vez que meu primo, o ciumento, baixou a guarda... A questão da bebida alcoólica era um tabu - pode, não pode, o que pode, quanto pode, e me lembro que meus pais ficaram deveras tensos com isso. No final da festa, lá pelas 4 da manhã, ficamos subindo e descendo de elevador e causando, e tudo aquilo pareceu muito divertido àquela época. No domingo, pais corajosos e fortes, fizemos a reunião da família. Tudo um dia seguido do outro. Loucura.
Nos meus 16 anos nem salão de festas quis, e chamei todo mundo lá pro apê mesmo. E foram MUITAS pessoas, aquela coisa de primeiro colegial, todo mundo é amigo de todo mundo... A bizarrice mor desse aniversário foi que o pessoal do Gracinha tinha combinado entre si, sem me avisar, de que seria festa do pijama... e foi a coisa mais divertida do mundo!! Meus amigos que não eram do Gracinha pegaram pijamas emprestados lá em casa, e foi demais.
Os 17 anos foram um almoço em um belo domingo ensolarado, lá no apê, e para mim naquele aniversário as estrelas principais eram os amigos da Inglaterra, que vieram em peso - o que fez com que eu mal desse atenção pros amigos do Gracinha, pros primos, e etc. Mas foi delicioso do mesmo jeito.
Meus 18 anos, em anozinho traumático, foram demais. Estava saindo do Gracinha, tinha largado o cursinho, minha mãe estava com câncer, fazendo mil cirurgias e mil tratamentos... daí eu ia na pré-estréia de um filme com o Alec Baldwin com a Laís, só que a gente tinha que se arrumar na casa dela antes, e depois passar na minha casa para a minha mãe aprovar o look. Quando entramos na minha casa, qual não foi minha gigantesca surpresa: todo mundo estava lá!!! E eram tantos os amigos... eram muitos e muitos e muitos!!! Minha mãe, sabendo que eu estava tristoinha naquele ano, arranjou forças sei lá de onde, para organizar uma festona surpresa pra mim. Foi demais. Minha única festa surpresa até agora, mas demais meeeeesmo!!
Os 19 anos foram uma loucura. Primeiro ano de PUC, vivi na pele bem aquele amadorismo de bichete. Passei nos intervalos distribuindo papeizinhos com os dizeres: "Festa da Mari Chammas, dia tal, hora tal, endereço de casa, bebida de graça". Era de uma quarta pra uma quinta. Minha casa encheu de gente de um tanto que tinha fila pro banheiro, fila pro elevador... isso tudo e meu pai tentando dormir pra ir trabalhar no dia seguinte, meu irmão tendo que ir pra escola no dia seguinte, e minha mãe notívaga master acordadona conversando com todo mundo. Daí teve gente que se trancou no meu quarto e meu pai foi bater na porta... e quando acabava a bebida eu acordava meu pai pra ele ir comprar mais se não as pessoas iam embora... e miiiiiiiiiiiiiiiiil pessoas que eu nunca vi na vida... e todo mundo falando, bebendo, sentado no chão, arrastando os móveis... Lá pelas 5 da matina, quando meu pai se negou a ir comprar mais 4 caixas de cerveja e duas garrafas de vodka, a festa começou a minguar... No mesmo ano ainda celebrei na 5a, com um bolinho para a família, na 6a fui jantar com amigos do colegial, e no sábado fui na baladinha com os sobreviventes da maratona de aniversários.
Os 20 anos foram no 2o ano de PUC. Um ano difícil, eu estava com uma mega depressão. Teve churrasco do Pedrinho no dia do meu aniversário, o que foi bem gostoso, e saindo de lá passei em casa prum banho e barzinho - foi no Dalí. Dancei "Dancing Queen" com a Lu, paguei mico pra todos os meus amigos e pro bar inteiro, passei a noite inteira delirando que alguma hora por alguma coincidência celestial o Bruno Claudio aparecia por lá. Não apareceu, e eu voltei triste tristonha para casa.
Os 21, jantar árabe no salão de festas, bexigas e amigos e foi muito bom mesmo!!
22 anos e último ano de PUC... comemorei em um domingo após um final de semana muito pauleira: aniver do Rodri na 6a, Camaleão Fest no Estância no sábado, e meu aniversário no domingo. Estava só o pó no meu aniversário, em um barzinho, com a presença de mil queridos do coração. Mas estava tanto o pó, que na 2a indo trabalhar bati meu carro de um jeito muito muito muito feio. Enfim, cousas da vida...
23 anos e primeiro ano sem PUC: jantar árabe no salão de festas de novo, e a vida estava mudando tanto e de um jeito tão rápido... minha amiga das mais lindas do mundo me ligou diretamente de Kathmandu, Nepal. O mocinho que eu estava a fim na época apareceu - com outra mocinha!! Todo mundo com flores por todos os lados - as meninas, com flores no cabelo. Os meninos, com flores na lapela. E vejo flores em você!! A festa foi uma delícia... mesmo com a micro esparrelinha. O dia do aniversário em si foi demais de legal, todo mundo me ligou, e eu - que tinha tido um inferno astral dos piores - me surpreendi com a delícia que é fazer aniversário!
24 anos em um dos melhores anos da minha vida. Não tive inferno astral porque resolvi riscar esse conceito do meu calendário. Meu "Mr. Big" à época me ligou da Argentina para fazer meu aniversário feliz bem no fim da noite, quando eu não achava mais que ele ia me ligar. Teve baladinha da Pucci, festa da IBM, e foi ridiculamente divertido. E teve aniversário do LG no dia seguinte - e eu, só no pique de continuar a celebrar. Na sexta, meu aniversário no Geni - e meudeusdocéu, como eu fiquei bebinha nesse aniversário! Sábado e feijuca na minha avó - emendando ressaca com caipirinha. À noite, ainda levemente alcoolizada, fui descontrolar nas compras e movimentar a economia. E no dia seguinte, ufatch, aniversário com a família e bolinho e dia de segundo turno de eleições e mil discussões políticas acaloradíssimas.
Esse ano só tem como o meu aniversário ser bom. Não existe outra possibilidade. Mas isso depois eu conto. Só sei que esse friozinho na barriga em véspera de aniversário é realmente muito gostoso!!
De criança, passava o ano esperando chegar o dia do aniversário.
Ficava o ano inteiro combinando com a minha mãe qual seria a decoração da mesa do bolo - mesa que ela mesma decorava e montava e era linda e perfeita. Teve alguns aniversários no clube, com direito a monitores e crianças correndo muito por todos os cantos. Outros aniversários foram comemorados na escola. Sempre sempre sempre teve bolinho para a família, todos os anos, sem exceção.
Teve o de 12 anos, meu primeiro bailinho, no salão de festas do meu prédio, com sanduíches de metro e um DJ com todo o aparato de DJs, que era tão na moda naquela época dar festa com DJ.
Depois teve o de 13 anos, que fomos pro boliche e depois comer no Fridays, eu, a Ana Banana, a Dani e a Carol.
O de 14 anos foi um jantar lá em casa, só de meninas - e éramos umas 20 - comendo strogonoff em um sábado que eu saí desesperada para comprar um vestido novo para usar no meu jantar. Aquele vestido, laranja, de crepe, só foi usado uma vez na vida. Hoje em dia quando eu olho, eu penso: como eu pude usar isso??
Quando fiz 15 anos, foi uma crise só. Eu estava no auge da minha aborrecência, quando eu usava - para desespero da minha mãe e da minha avó - calça big e coturno. Não quis festa de debutante comment il fault, mais uma decepção para a minha mãe, e acabei fazendo mais um bailinho no salão de festas do meu prédio. Quase tive meu primeiro beijo na boca nessa festa, com um amigo do meu primo que era lindo maravilhoso e tinha os olhos verdes. Mas não foi dessa vez que meu primo, o ciumento, baixou a guarda... A questão da bebida alcoólica era um tabu - pode, não pode, o que pode, quanto pode, e me lembro que meus pais ficaram deveras tensos com isso. No final da festa, lá pelas 4 da manhã, ficamos subindo e descendo de elevador e causando, e tudo aquilo pareceu muito divertido àquela época. No domingo, pais corajosos e fortes, fizemos a reunião da família. Tudo um dia seguido do outro. Loucura.
Nos meus 16 anos nem salão de festas quis, e chamei todo mundo lá pro apê mesmo. E foram MUITAS pessoas, aquela coisa de primeiro colegial, todo mundo é amigo de todo mundo... A bizarrice mor desse aniversário foi que o pessoal do Gracinha tinha combinado entre si, sem me avisar, de que seria festa do pijama... e foi a coisa mais divertida do mundo!! Meus amigos que não eram do Gracinha pegaram pijamas emprestados lá em casa, e foi demais.
Os 17 anos foram um almoço em um belo domingo ensolarado, lá no apê, e para mim naquele aniversário as estrelas principais eram os amigos da Inglaterra, que vieram em peso - o que fez com que eu mal desse atenção pros amigos do Gracinha, pros primos, e etc. Mas foi delicioso do mesmo jeito.
Meus 18 anos, em anozinho traumático, foram demais. Estava saindo do Gracinha, tinha largado o cursinho, minha mãe estava com câncer, fazendo mil cirurgias e mil tratamentos... daí eu ia na pré-estréia de um filme com o Alec Baldwin com a Laís, só que a gente tinha que se arrumar na casa dela antes, e depois passar na minha casa para a minha mãe aprovar o look. Quando entramos na minha casa, qual não foi minha gigantesca surpresa: todo mundo estava lá!!! E eram tantos os amigos... eram muitos e muitos e muitos!!! Minha mãe, sabendo que eu estava tristoinha naquele ano, arranjou forças sei lá de onde, para organizar uma festona surpresa pra mim. Foi demais. Minha única festa surpresa até agora, mas demais meeeeesmo!!
Os 19 anos foram uma loucura. Primeiro ano de PUC, vivi na pele bem aquele amadorismo de bichete. Passei nos intervalos distribuindo papeizinhos com os dizeres: "Festa da Mari Chammas, dia tal, hora tal, endereço de casa, bebida de graça". Era de uma quarta pra uma quinta. Minha casa encheu de gente de um tanto que tinha fila pro banheiro, fila pro elevador... isso tudo e meu pai tentando dormir pra ir trabalhar no dia seguinte, meu irmão tendo que ir pra escola no dia seguinte, e minha mãe notívaga master acordadona conversando com todo mundo. Daí teve gente que se trancou no meu quarto e meu pai foi bater na porta... e quando acabava a bebida eu acordava meu pai pra ele ir comprar mais se não as pessoas iam embora... e miiiiiiiiiiiiiiiiil pessoas que eu nunca vi na vida... e todo mundo falando, bebendo, sentado no chão, arrastando os móveis... Lá pelas 5 da matina, quando meu pai se negou a ir comprar mais 4 caixas de cerveja e duas garrafas de vodka, a festa começou a minguar... No mesmo ano ainda celebrei na 5a, com um bolinho para a família, na 6a fui jantar com amigos do colegial, e no sábado fui na baladinha com os sobreviventes da maratona de aniversários.
Os 20 anos foram no 2o ano de PUC. Um ano difícil, eu estava com uma mega depressão. Teve churrasco do Pedrinho no dia do meu aniversário, o que foi bem gostoso, e saindo de lá passei em casa prum banho e barzinho - foi no Dalí. Dancei "Dancing Queen" com a Lu, paguei mico pra todos os meus amigos e pro bar inteiro, passei a noite inteira delirando que alguma hora por alguma coincidência celestial o Bruno Claudio aparecia por lá. Não apareceu, e eu voltei triste tristonha para casa.
Os 21, jantar árabe no salão de festas, bexigas e amigos e foi muito bom mesmo!!
22 anos e último ano de PUC... comemorei em um domingo após um final de semana muito pauleira: aniver do Rodri na 6a, Camaleão Fest no Estância no sábado, e meu aniversário no domingo. Estava só o pó no meu aniversário, em um barzinho, com a presença de mil queridos do coração. Mas estava tanto o pó, que na 2a indo trabalhar bati meu carro de um jeito muito muito muito feio. Enfim, cousas da vida...
23 anos e primeiro ano sem PUC: jantar árabe no salão de festas de novo, e a vida estava mudando tanto e de um jeito tão rápido... minha amiga das mais lindas do mundo me ligou diretamente de Kathmandu, Nepal. O mocinho que eu estava a fim na época apareceu - com outra mocinha!! Todo mundo com flores por todos os lados - as meninas, com flores no cabelo. Os meninos, com flores na lapela. E vejo flores em você!! A festa foi uma delícia... mesmo com a micro esparrelinha. O dia do aniversário em si foi demais de legal, todo mundo me ligou, e eu - que tinha tido um inferno astral dos piores - me surpreendi com a delícia que é fazer aniversário!
24 anos em um dos melhores anos da minha vida. Não tive inferno astral porque resolvi riscar esse conceito do meu calendário. Meu "Mr. Big" à época me ligou da Argentina para fazer meu aniversário feliz bem no fim da noite, quando eu não achava mais que ele ia me ligar. Teve baladinha da Pucci, festa da IBM, e foi ridiculamente divertido. E teve aniversário do LG no dia seguinte - e eu, só no pique de continuar a celebrar. Na sexta, meu aniversário no Geni - e meudeusdocéu, como eu fiquei bebinha nesse aniversário! Sábado e feijuca na minha avó - emendando ressaca com caipirinha. À noite, ainda levemente alcoolizada, fui descontrolar nas compras e movimentar a economia. E no dia seguinte, ufatch, aniversário com a família e bolinho e dia de segundo turno de eleições e mil discussões políticas acaloradíssimas.
Esse ano só tem como o meu aniversário ser bom. Não existe outra possibilidade. Mas isso depois eu conto. Só sei que esse friozinho na barriga em véspera de aniversário é realmente muito gostoso!!
23.10.07
Ele é perfeito
- Brasileiro
- 27 anos
- Solteiro
- Bem sucedido
- Mora em NYC a trabalho
- Trabalha em um grande banco
- No duplex em Tribecca, na sala, uma TV de plasma de 72 polegadas
- Bom partido
- Fofo
- Engraçado
- Bebe (do verbo beber)
- É romântico
A partir da lista de características acima, me disseram que ele é perfeito.
Bem, eu não chego a conclusão nenhuma com essas características. Ele pode mesmo ser perfeito, assim como pode ser mais um dos tantos merdas que vagam pelo mundo.
Resumo: precisa ser algo medíocre uma pessoa que chega à conclusão de que um cara é perfeito com base na lista acima de "qualidades".
Desafio: defina "perfeição".
Crise existencial: alguém de fato busca a perfeição e o cara perfeito? Alguém em sã consciência tem a "perfeição" como objetivo final de uma vida feliz?
Música: we're never gonna survive unless we get a little crazy.
Ou: o oposto da perfeição conforme retratada acima.
Amarga, eu? Hoje, talvez.
- 27 anos
- Solteiro
- Bem sucedido
- Mora em NYC a trabalho
- Trabalha em um grande banco
- No duplex em Tribecca, na sala, uma TV de plasma de 72 polegadas
- Bom partido
- Fofo
- Engraçado
- Bebe (do verbo beber)
- É romântico
A partir da lista de características acima, me disseram que ele é perfeito.
Bem, eu não chego a conclusão nenhuma com essas características. Ele pode mesmo ser perfeito, assim como pode ser mais um dos tantos merdas que vagam pelo mundo.
Resumo: precisa ser algo medíocre uma pessoa que chega à conclusão de que um cara é perfeito com base na lista acima de "qualidades".
Desafio: defina "perfeição".
Crise existencial: alguém de fato busca a perfeição e o cara perfeito? Alguém em sã consciência tem a "perfeição" como objetivo final de uma vida feliz?
Música: we're never gonna survive unless we get a little crazy.
Ou: o oposto da perfeição conforme retratada acima.
Amarga, eu? Hoje, talvez.
18.10.07
I look at all the lonely people
Where do they all come from? Where do they all belong?
E você? De onde você vem, para onde você vai, a o que você pertence?
Eleanor Rigby é a rainha das músicas de solidão. Minha ídola, teve seu recolhimento cantado pelos Beatles e isso deve ser motivo de orgulho.
Ela pega o arroz da porta de igrejas após um casamento... ela vive em um sonho.
Quantos de nós não temos um pouco de Eleanor Rigby dentro e no fundo?
Eu sei se onde vim, sei onde estou, não sei para onde vou, e não sei se pertenço a algum lugar. Sei que não pertenço a ninguém que não seja eu mesma.
E sei que aqui dentro do casulinho está gostoso e quentinho, embora às vezes ele fique escuro, umido e frio.
Quero meu próprio colo. Quero mexer minhas mãos na dança de ventre e admirar cada movimento leve, bonito, delicado. Quero comer o chocolate crocante de coração que ganhei da amiga do peito. Quero descobrir que tenho 53 pares de sapato.
Quero ter um ataque de riso bêbado caída nos paralelepípedos irregulares de Paraty.
E você? De onde você vem, para onde você vai, a o que você pertence?
Eleanor Rigby é a rainha das músicas de solidão. Minha ídola, teve seu recolhimento cantado pelos Beatles e isso deve ser motivo de orgulho.
Ela pega o arroz da porta de igrejas após um casamento... ela vive em um sonho.
Quantos de nós não temos um pouco de Eleanor Rigby dentro e no fundo?
Eu sei se onde vim, sei onde estou, não sei para onde vou, e não sei se pertenço a algum lugar. Sei que não pertenço a ninguém que não seja eu mesma.
E sei que aqui dentro do casulinho está gostoso e quentinho, embora às vezes ele fique escuro, umido e frio.
Quero meu próprio colo. Quero mexer minhas mãos na dança de ventre e admirar cada movimento leve, bonito, delicado. Quero comer o chocolate crocante de coração que ganhei da amiga do peito. Quero descobrir que tenho 53 pares de sapato.
Quero ter um ataque de riso bêbado caída nos paralelepípedos irregulares de Paraty.
16.10.07
Alopatia
Sintoma: febre alta e dor nas costas.
Medicamentos: Novalgina e Dorflex.
Sintoma: dor no estômago resultante da Novalgina e do Dorflex; excesso de sonolência.
Medicamentos: algum remédio para melhorar dor de estômago e algum remédio à base de cafeína para dar uma acordada básica.
Sintoma: o remédio para dor de estômago fez com que a unha do dedo do pé caísse, e o remédio de cafeína causou insônia por três dias e três noites seguidas.
Medicamentos: remédio à base de cálcio, para segurar a unha do dedo do pé; maracujina para passar a insônia.
Sintoma: o remédio à base de cálcio para evitar que a unha do dedo do pé caísse causou avermelhamento e irritação em todas as juntas; a maracujina causou princípio de depressão.
Medicamentos: remédio à base de mercúrio e petróleo, que amorteceu as juntas avermelhadas; Prozac.
Sintoma: queda de cabelo causada pelo forte amortecimento das juntas; aceleração mental causada pelo Prozac.
Medicamento: peruca e prótese cerebral.
Exageros à parte, a moral da história é: uma vez que você entra no mundo high on drugs da alopatia, dele você nunca mais sai.
Cada medicamento sempre terá efeitos colaterais e para esses efeitos colaterais sempre haverá medicamentos que os curem mas que causem outros efeitos colaterais e assim por diante... até que o paciente enloqueça.
Estou à beira da loucura.
Medicamentos: Novalgina e Dorflex.
Sintoma: dor no estômago resultante da Novalgina e do Dorflex; excesso de sonolência.
Medicamentos: algum remédio para melhorar dor de estômago e algum remédio à base de cafeína para dar uma acordada básica.
Sintoma: o remédio para dor de estômago fez com que a unha do dedo do pé caísse, e o remédio de cafeína causou insônia por três dias e três noites seguidas.
Medicamentos: remédio à base de cálcio, para segurar a unha do dedo do pé; maracujina para passar a insônia.
Sintoma: o remédio à base de cálcio para evitar que a unha do dedo do pé caísse causou avermelhamento e irritação em todas as juntas; a maracujina causou princípio de depressão.
Medicamentos: remédio à base de mercúrio e petróleo, que amorteceu as juntas avermelhadas; Prozac.
Sintoma: queda de cabelo causada pelo forte amortecimento das juntas; aceleração mental causada pelo Prozac.
Medicamento: peruca e prótese cerebral.
Exageros à parte, a moral da história é: uma vez que você entra no mundo high on drugs da alopatia, dele você nunca mais sai.
Cada medicamento sempre terá efeitos colaterais e para esses efeitos colaterais sempre haverá medicamentos que os curem mas que causem outros efeitos colaterais e assim por diante... até que o paciente enloqueça.
Estou à beira da loucura.
Mais sobre o me(sm/d)o
Nada. Só que ele tá aí rondando.
Sei lá eu medo de quê.
Medo desse mau humor que me acomete quando estou doentinha.
Medo dessa carência e desse vazio e dessa tristezinha latente que ronda por aí.
Medo dessa falta, mesmo que temporária, de colo de mãe.
Me empresta sua mãe?
Precisa ser quietinha e me entender e me deixar chorar em silêncio e não ficar mais desesperada do que eu já fico quando as coisas ameaçam ser meio cambaleantes... Também precisa, como seu cafuné, me convencer mesmo que sem argumentos que as coisas vão dar certo. Precisa me reconhecer de longe mesmo que de olhos fechados e precisa reconhecer minha voz mesmo que com fones de ouvido e música alta. Precisa saber, de acordo com o movimento das minhas pestanas, o que eu quero.
Precisa ser minha mãe...
Sei lá eu medo de quê.
Medo desse mau humor que me acomete quando estou doentinha.
Medo dessa carência e desse vazio e dessa tristezinha latente que ronda por aí.
Medo dessa falta, mesmo que temporária, de colo de mãe.
Me empresta sua mãe?
Precisa ser quietinha e me entender e me deixar chorar em silêncio e não ficar mais desesperada do que eu já fico quando as coisas ameaçam ser meio cambaleantes... Também precisa, como seu cafuné, me convencer mesmo que sem argumentos que as coisas vão dar certo. Precisa me reconhecer de longe mesmo que de olhos fechados e precisa reconhecer minha voz mesmo que com fones de ouvido e música alta. Precisa saber, de acordo com o movimento das minhas pestanas, o que eu quero.
Precisa ser minha mãe...
15.10.07
Ainda sobre Pepeu Gomes
Virou nossa música do feriado.
Para quem conhece a música, é muito fácil ficar com ela na cabeça. E como ela ainda estava na cabeça no feriado, lá em Paraty toda parada silenciosa vinha a música incidental na cabeça de alguém e começávamos: ser um homem feminino não exclui o meu lado masculino... se Deus é menina e menino, sou masculino e feminino!
Muito engraçado.
Daí hoje quem estava nos EUA voltou dos EUA e ele sim, aqui no time, conhecia essa música, e daí eu fui um pouco menos zuada por quem trabalha comigo. Ah, e essa música devidamente entrou como música incidental na cabeça dele... e vai fazer quase uma semana que ela não sai da minha cabeça!!
Tô procurando outra música incidental.
Sugestões são aceitas.
Para quem conhece a música, é muito fácil ficar com ela na cabeça. E como ela ainda estava na cabeça no feriado, lá em Paraty toda parada silenciosa vinha a música incidental na cabeça de alguém e começávamos: ser um homem feminino não exclui o meu lado masculino... se Deus é menina e menino, sou masculino e feminino!
Muito engraçado.
Daí hoje quem estava nos EUA voltou dos EUA e ele sim, aqui no time, conhecia essa música, e daí eu fui um pouco menos zuada por quem trabalha comigo. Ah, e essa música devidamente entrou como música incidental na cabeça dele... e vai fazer quase uma semana que ela não sai da minha cabeça!!
Tô procurando outra música incidental.
Sugestões são aceitas.
A formiga, a cigarra, o vinho, a chuva, a mochila, os deuses, a farra, o céu, a guitarra e o medo
"Você não vai voltar pra essa vida maluca das pessoas do mundo, das formigas tentando se esconder da chuva.
Moça, eu sei que não é legal ficar sozinha quando o velho medo vem e essa noite (...) é tão fria. Me passe a garrafa de vinho?
Sim, eu posso ver, os tempos têm sido maus com você.
Mas os deuses, eles sabem que valeu a pena segurar essa barra.
Moça, o céu é seu amigo enquanto durar essa farra... e você depois é mesmo o tipo de cigarra que canta na chuva.
Dance, mochileira, que eu toco a guitarra."
Almir Sater, Mochileira.
E definitivamente não é legal ficar sozinha recebendo a visita do velho medo em uma noite fria...
Moça, eu sei que não é legal ficar sozinha quando o velho medo vem e essa noite (...) é tão fria. Me passe a garrafa de vinho?
Sim, eu posso ver, os tempos têm sido maus com você.
Mas os deuses, eles sabem que valeu a pena segurar essa barra.
Moça, o céu é seu amigo enquanto durar essa farra... e você depois é mesmo o tipo de cigarra que canta na chuva.
Dance, mochileira, que eu toco a guitarra."
Almir Sater, Mochileira.
E definitivamente não é legal ficar sozinha recebendo a visita do velho medo em uma noite fria...
11.10.07
Hoje eu volto pra lá
Hoje eu volto para lá, para aquela cidade que me traz todas as lembranças mais maravilhosas, para aquele cantinho do mundo onde conheci o Michael Stype em um momento mágico e engraçado, para aquele gostinho bom de saudades de quando eu viajava com os meus pais passar férias maravilhosas...
Saudosismo, definitivamente. E dessa vez será totalmente diferente de todas as outras... mas fica aquela doce melancolia, o gostinho bom de um passado feliz - que na verdade é minha base do presente e do futuro.
Saudosismo, definitivamente. E dessa vez será totalmente diferente de todas as outras... mas fica aquela doce melancolia, o gostinho bom de um passado feliz - que na verdade é minha base do presente e do futuro.
10.10.07
Quando Bethânia e Tim conversaram comigo
Batata.
Sempre acontece comigo, a toda hora.
É só estar com algum tema na cabeça, insistente, martelando, presente, que o rádio me manda ondas. Ele SEMPRE manda essas ondas... é impressionante.
Outro dia de manhã foi "Meu Guri", a "música do primeiro beijo", e o cara do carro do lado perguntando onde fica a Diogo de Faria. Urgh.
Essas coisas são bacanas e bonitas, mas podem me deixar bastante irritada também. Afinal, ora bolas, é a questão que está naturalmente presente e daí ainda mais presente pelas tais ondas do rádio...
Ontem antes de dormir, no meio do meu ritualzinho gostoso, foi Bethânia e Tim me falando coisas que mexem.
Insônia, né? Não, muito pior: sonhos, a noite inteira.
Bethânia, enquanto eu fazia massagens nos pés:
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não
Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
E não esquecer, ninguém é o centro do universo
Que assim é maior o prazer
(Brincar de Viver)
E daí vem aquela memória viva... na mesma semana em algum lugar no remoto passado de março de 2007 ouvimos a música duas vezes, cantamos a música duas vezes, e ele ainda virou e falou: "acho que é um sinal para sorrirmos juntos cada vez que o mundo diz não". Memória afetiva é uma merda. A gente se lembra de cada coisa que sabe-se lá de onde vem... só sei que ela está lá, bombando a todos os instantes.
Respira fundo, supera a Bethânia. Vem a notícia de que amanhã o dia será ensolarado em São Paulo, e eu torcendo para que seja um dia lindo e quente mesmo, porque estava a fim de usar saia e queria dia gostoso, com cara de dia de usar saia. Mais algum comercialzinho besta do show da Marisa Monte no Via Funchal nos dias 20, 21 e 22 de outubro, e aí volta a programação musical.
Tim Maia, enquanto eu fazia os alongamentos nas costas para deitar bem:
(...)
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
Você marcou na minha vida
(...)
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...
E eu!
Gostava tanto de você
Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...
(Gostava tanto de você)
Bom, tudo bem, essa é uma música padrão de dores de amor globalmente a todos os que conhecem essa letra e a todos os que conhecem uma bela duma dor de amor. Mesmo assim, sem ter nada específico, nada de memória afetiva, fica martelando na cabeça os sonhos do passado, a vontade de mudar (fugir) de cidade (São Paulo) para acabar com as memórias em cada esquina, e o medo do futuro e da solidão.
Vamos lá Tim e Bethânia, sejam mais bonzinhos comigo da próxima vez, e me ajudem a ter um sono bom... Tô bem cansada dessas pauladas na cara.
Sempre acontece comigo, a toda hora.
É só estar com algum tema na cabeça, insistente, martelando, presente, que o rádio me manda ondas. Ele SEMPRE manda essas ondas... é impressionante.
Outro dia de manhã foi "Meu Guri", a "música do primeiro beijo", e o cara do carro do lado perguntando onde fica a Diogo de Faria. Urgh.
Essas coisas são bacanas e bonitas, mas podem me deixar bastante irritada também. Afinal, ora bolas, é a questão que está naturalmente presente e daí ainda mais presente pelas tais ondas do rádio...
Ontem antes de dormir, no meio do meu ritualzinho gostoso, foi Bethânia e Tim me falando coisas que mexem.
Insônia, né? Não, muito pior: sonhos, a noite inteira.
Bethânia, enquanto eu fazia massagens nos pés:
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não
Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
E não esquecer, ninguém é o centro do universo
Que assim é maior o prazer
(Brincar de Viver)
E daí vem aquela memória viva... na mesma semana em algum lugar no remoto passado de março de 2007 ouvimos a música duas vezes, cantamos a música duas vezes, e ele ainda virou e falou: "acho que é um sinal para sorrirmos juntos cada vez que o mundo diz não". Memória afetiva é uma merda. A gente se lembra de cada coisa que sabe-se lá de onde vem... só sei que ela está lá, bombando a todos os instantes.
Respira fundo, supera a Bethânia. Vem a notícia de que amanhã o dia será ensolarado em São Paulo, e eu torcendo para que seja um dia lindo e quente mesmo, porque estava a fim de usar saia e queria dia gostoso, com cara de dia de usar saia. Mais algum comercialzinho besta do show da Marisa Monte no Via Funchal nos dias 20, 21 e 22 de outubro, e aí volta a programação musical.
Tim Maia, enquanto eu fazia os alongamentos nas costas para deitar bem:
(...)
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
Você marcou na minha vida
(...)
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...
E eu!
Gostava tanto de você
Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...
(Gostava tanto de você)
Bom, tudo bem, essa é uma música padrão de dores de amor globalmente a todos os que conhecem essa letra e a todos os que conhecem uma bela duma dor de amor. Mesmo assim, sem ter nada específico, nada de memória afetiva, fica martelando na cabeça os sonhos do passado, a vontade de mudar (fugir) de cidade (São Paulo) para acabar com as memórias em cada esquina, e o medo do futuro e da solidão.
Vamos lá Tim e Bethânia, sejam mais bonzinhos comigo da próxima vez, e me ajudem a ter um sono bom... Tô bem cansada dessas pauladas na cara.
9.10.07
Dancing with myself
Sou tão ruim nessa coisa de Facebbok ainda que ao invés de chamar o Antonio para dançar, dancei comigo mesma - não só por uma, mas por DUAS vezes! E o Antonio ficou lá, sozinho e sem dança! Sou toda errada mesmo...
and I'm danding with myself, dancing with myself, dancing with myself...
and I'm danding with myself, dancing with myself, dancing with myself...
Nunca confie em alguém que canta Pepeu Gomes
Essa minha incursão ao mundo da mitologia grega vista sob uma ótica junguiana para entender melhor o masculino e o feminino e como tudo isso se dá na construção do caráter de uma pessoa e em consequência como essa pessoa se relaciona na vida e contrói seus laços e suas relações não tem me feito muito bem.
A "música incidental" que está hoje o dia inteiro na minha cabeça é:
Ser um homem feminino
Não fere o meu lado masculino
Se Deus é menina e menino
Sou Masculino e Feminino...
Olhei tudo que aprendi
E um belo dia eu vi...
Que ser um homem feminino
Não fere o meu lado masculino
Se Deus é menina e menino
Sou Masculino e Feminino...
E vem de lá!
O meu sentimento de ser
E vem de lá!
O meu sentimento de ser
Meu coração!
Mensageiro vem me dizer
Meu coração!
Mensageiro vem me dizer...
(Pepeu Gomes - Masculino e Feminino)
Não tô passando bem das idéias, não.
Fiquei cantando essa música aqui nesse ambiente de trabalho e me perguntaram: "Mari, cadê aquela Mari mais normalzinha que algum dia a gente conheceu?"
É, casulinho... você me entende?
A "música incidental" que está hoje o dia inteiro na minha cabeça é:
Ser um homem feminino
Não fere o meu lado masculino
Se Deus é menina e menino
Sou Masculino e Feminino...
Olhei tudo que aprendi
E um belo dia eu vi...
Que ser um homem feminino
Não fere o meu lado masculino
Se Deus é menina e menino
Sou Masculino e Feminino...
E vem de lá!
O meu sentimento de ser
E vem de lá!
O meu sentimento de ser
Meu coração!
Mensageiro vem me dizer
Meu coração!
Mensageiro vem me dizer...
(Pepeu Gomes - Masculino e Feminino)
Não tô passando bem das idéias, não.
Fiquei cantando essa música aqui nesse ambiente de trabalho e me perguntaram: "Mari, cadê aquela Mari mais normalzinha que algum dia a gente conheceu?"
É, casulinho... você me entende?
Hermanos: colonizados e colonizadores
Quando estivemos em Buenos Aires no fim do ano passado, meu pai tinha odiado os argentinos. Bem aquela coisa brazuca que fala portuñol e fica irritado com os garçons porteños (que podem ser deveras mal humorados de vez em quando) ou com os taxistas porteños (que podem ser deveras golpistas de vez em quando).
Pois bem. Agora eles estão na Espanha.
No telefonema: "Nina, estive repensando meus conceitos." "Ah é, pai? Quais?" "Depois de vir à Espanha, percebi que os argentinos são uns amores".
Ri sozinha.
Pois bem. Agora eles estão na Espanha.
No telefonema: "Nina, estive repensando meus conceitos." "Ah é, pai? Quais?" "Depois de vir à Espanha, percebi que os argentinos são uns amores".
Ri sozinha.
8.10.07
Ah, como eu gosto...
- do kibe da minha avó que não comia há tanto tempo.
- do meu irmão tão presente e tão ausente e tão, tão, tão, tão irmão.
- de sentir que estou parando de fumar.
- de entender melhor que não tem como fugirmos das mudanças: elas simplesmente estão lá a cada dia, tão fácil quanto o fato de nunca haver um dia igual ao outro.
- de mergulhar nessa coisa estranha que eu não sei dizer o que é e nem para onde vai. Só sei que essa coisa estranha anda.
- de telefonemas inesperados nas horas erradas.
- da casa vazia e silenciosa.
- de saber que essa semana tem feriado e que estou me dirigindo ao paraíso (ou como a Lu define: nossas micro férias no paraíso!). O caixa-dois para a escuna já era, mas nada que mais um pouco no cheque especial não sustente.
- de gostar da yoga cada vez mais a cada dia que passa.
- de criar rituaizinhos gostosos pré hora do sono.
- de dirigir na estrada.
- da companhia das pessoas que me fazem bem.
- de ir vivendo e tentar sair dessa capengação toda aos poucos, mesmo com as bipolaridades e a montanha russa na última velocidade.
Ixi, como eu não gosto:
desse apertinho que persiste, dorzinha aguda que pisa barulhenta, do vazio no peito, das saudades insanamente intensas que só pioram a cada dia.
- do meu irmão tão presente e tão ausente e tão, tão, tão, tão irmão.
- de sentir que estou parando de fumar.
- de entender melhor que não tem como fugirmos das mudanças: elas simplesmente estão lá a cada dia, tão fácil quanto o fato de nunca haver um dia igual ao outro.
- de mergulhar nessa coisa estranha que eu não sei dizer o que é e nem para onde vai. Só sei que essa coisa estranha anda.
- de telefonemas inesperados nas horas erradas.
- da casa vazia e silenciosa.
- de saber que essa semana tem feriado e que estou me dirigindo ao paraíso (ou como a Lu define: nossas micro férias no paraíso!). O caixa-dois para a escuna já era, mas nada que mais um pouco no cheque especial não sustente.
- de gostar da yoga cada vez mais a cada dia que passa.
- de criar rituaizinhos gostosos pré hora do sono.
- de dirigir na estrada.
- da companhia das pessoas que me fazem bem.
- de ir vivendo e tentar sair dessa capengação toda aos poucos, mesmo com as bipolaridades e a montanha russa na última velocidade.
Ixi, como eu não gosto:
desse apertinho que persiste, dorzinha aguda que pisa barulhenta, do vazio no peito, das saudades insanamente intensas que só pioram a cada dia.
O final de semana em tópicos
DIVERSÃO
6a
Happy hour inacreditável e cantante, caminhada com irmãzinha colocando assuntos em dia e quebrando paradigmas de medo, chegar em casa e provar roupas novas e ficar feliz de fazer um "what to wear" caseiro. Ir dormir três da matina acabada de cansaço, com aquela sensação de missão cumprida.
MEDO
Sábado
Me perder em ruelinhas de favelas no subúrbio do Embu. Ficar dando voltas, passar sempre pelos mesmos lugares, andar em um labirinto sem fim, não conseguir achar a saída. Muita angústia.
FORÇA
Sábado
Conversar com a vó. Ver incorporação de Oxum. Nem sei mais o que dizer disso... muito forte.
CALORZINHO NO CORAÇÃO
Sábado
Jogar dominó e levar elas para um café na Cristallo da pracinha. Com tão pouco, conseguir fazer a felicidade de quem se ama. Isso é gratificante ao extremo.
DERROTA
Sábado
Ser mulher na balada. Ficar no canto, sentada, simplesmente not belonging àquela selva de desesperados. As amigas se mataram de dançar. Eu preferi o cigarro e o João caminhante, me intoxicar disso. As mulheres, como é triste e feio ver essa derrota. Todas desesperadas. Umas mais vulgares do que as outras, todas fáceis, disputando, aquele excesso de hormônios no ambiente... Praticamente leoas no cio na savana africana, disputando a escolha do leão, esperando o acasalamento. Presa fácil, mulherada. Sair dessa vida ninguém quer, né? Muita dó de vocês... preferi a companhia do João caminhante. Mas nunca tive tamanha sensação de derrota de ser mulher como tive sábado. Triste.
TUDO DE BOM
Domingo
Ensolarado, dia de se sentir bem em roupinhas veranis e sandalinhas rasteiras, colocar óculos escuros, e sair a pé pelo Itaim para almoço com amigos.
TENSÃO
Domingo
Tropa de Elite é FODA. Vá em um dia BOM para conseguir sair do cinema mais ou menos... mas o filme é esquema filmaço... Wagner Moura rules.
SOLIDARIEDADE
Domingo
Meu tricolor é muito bom de entender as reais necessidades dos corintianos e perceber que 3 pontos a menos não são relevantes no caminho do campeonato, já que estava a 1327 pontos a frente do Cruzeiro.
FELIZ-SAUDADE
Domingo
A amiga do peito voltou de viagem e ligou e está tãããããooooo bem que deu até pra chegar pelo telefone. Vontade de abraçar forte!
OH YEAH!
Domingo
Para me afogar ainda mais no pó, aula de salsa no Bourbon. Divertidíssimo... saia rodada pra lá e pra cá. Tropeça e... cai! Dá risada do mico próprio, sozinha, sentada no meio da pista de dança.
SONO
Segunda
Ixi. Tem mesmo que existir hoje? Tô à fim de voltar não...
6a
Happy hour inacreditável e cantante, caminhada com irmãzinha colocando assuntos em dia e quebrando paradigmas de medo, chegar em casa e provar roupas novas e ficar feliz de fazer um "what to wear" caseiro. Ir dormir três da matina acabada de cansaço, com aquela sensação de missão cumprida.
MEDO
Sábado
Me perder em ruelinhas de favelas no subúrbio do Embu. Ficar dando voltas, passar sempre pelos mesmos lugares, andar em um labirinto sem fim, não conseguir achar a saída. Muita angústia.
FORÇA
Sábado
Conversar com a vó. Ver incorporação de Oxum. Nem sei mais o que dizer disso... muito forte.
CALORZINHO NO CORAÇÃO
Sábado
Jogar dominó e levar elas para um café na Cristallo da pracinha. Com tão pouco, conseguir fazer a felicidade de quem se ama. Isso é gratificante ao extremo.
DERROTA
Sábado
Ser mulher na balada. Ficar no canto, sentada, simplesmente not belonging àquela selva de desesperados. As amigas se mataram de dançar. Eu preferi o cigarro e o João caminhante, me intoxicar disso. As mulheres, como é triste e feio ver essa derrota. Todas desesperadas. Umas mais vulgares do que as outras, todas fáceis, disputando, aquele excesso de hormônios no ambiente... Praticamente leoas no cio na savana africana, disputando a escolha do leão, esperando o acasalamento. Presa fácil, mulherada. Sair dessa vida ninguém quer, né? Muita dó de vocês... preferi a companhia do João caminhante. Mas nunca tive tamanha sensação de derrota de ser mulher como tive sábado. Triste.
TUDO DE BOM
Domingo
Ensolarado, dia de se sentir bem em roupinhas veranis e sandalinhas rasteiras, colocar óculos escuros, e sair a pé pelo Itaim para almoço com amigos.
TENSÃO
Domingo
Tropa de Elite é FODA. Vá em um dia BOM para conseguir sair do cinema mais ou menos... mas o filme é esquema filmaço... Wagner Moura rules.
SOLIDARIEDADE
Domingo
Meu tricolor é muito bom de entender as reais necessidades dos corintianos e perceber que 3 pontos a menos não são relevantes no caminho do campeonato, já que estava a 1327 pontos a frente do Cruzeiro.
FELIZ-SAUDADE
Domingo
A amiga do peito voltou de viagem e ligou e está tãããããooooo bem que deu até pra chegar pelo telefone. Vontade de abraçar forte!
OH YEAH!
Domingo
Para me afogar ainda mais no pó, aula de salsa no Bourbon. Divertidíssimo... saia rodada pra lá e pra cá. Tropeça e... cai! Dá risada do mico próprio, sozinha, sentada no meio da pista de dança.
SONO
Segunda
Ixi. Tem mesmo que existir hoje? Tô à fim de voltar não...
23.9.07
Eu tive um sonho ruim...
...e acordei chorando.
Será que você ainda pensa em mim?
E aí está, domingo, lá fora ensolarado, aqui dentro, nublado de lágrimas.
Será que você ainda pensa em mim?
E aí está, domingo, lá fora ensolarado, aqui dentro, nublado de lágrimas.
E fim.
Festa com muita bebida e muita gente.
Os dois, estranhos no ninho, mas ele mais do que ela - as amigas DELA estavam organizando a festa.
Só tinham se falado na entrada, mas o clima estava tenso, e onde ela estava ele não estava. E vice-versa.
Ao longo da semana, parecia que as negociações para retomar o contato estavam sendo bem-sucedidas.
Música alta.
Ele pede dois cigarros. Ela pergunta para quem é o segundo cigarro, já imaginando que era para a menina que estava dando em cima dele. Ele fala que é para a menina do Sul, muito gente fina por sinal.
Sem razão nenhuma de ser, ela solta: "estou absolutamente entregue aos prazeres carnais esses dias". Ele fica abismado, não entende. Ela tem que explicar: "só como, bebo e fumo ultimamente". Ele pergunta: "por que você está me falando isso?? Foi VOCÊ quem terminou o namoro!"
E aí começa a discussão, sem pé nem cabeça, que dá voltas, que só revive o passado, que não pensa em soluções pro futuro, que tem mágoas para demonstrar o amor. Ela é chamada de idiotinha, estupidinha por ele. Ele é violento como forma de expressar a falta que ela faz. Ela só quer demonstrar o amor como forma de expressar a falta que ele faz. Os dois conversam o tempo todo agarrados um ao outro, em uma íntima proximidade, demonstrando a mais profunda saudade, com medo que isso resulte no beijo na boca que não se conhece há tanto tempo.
Os dois sozinhos estão, cada um a seu modo, derrotados. E ao mesmo tempo, tentando levantar.
A conversa não acaba, mas ela se cansa, vira as costas, vai embora - cambaleante. Tanto álcool que ela mal conseguia ficar de pé.
No dia seguinte, ressaca física e emocional se misturam e se alimentam em uma fossa braba. Se ela achava que conhecia o fundo do poço, agora tem certeza que o poço pode ser sempre mais fundo.
Quem disse que final feliz existe?
E fim.
Os dois, estranhos no ninho, mas ele mais do que ela - as amigas DELA estavam organizando a festa.
Só tinham se falado na entrada, mas o clima estava tenso, e onde ela estava ele não estava. E vice-versa.
Ao longo da semana, parecia que as negociações para retomar o contato estavam sendo bem-sucedidas.
Música alta.
Ele pede dois cigarros. Ela pergunta para quem é o segundo cigarro, já imaginando que era para a menina que estava dando em cima dele. Ele fala que é para a menina do Sul, muito gente fina por sinal.
Sem razão nenhuma de ser, ela solta: "estou absolutamente entregue aos prazeres carnais esses dias". Ele fica abismado, não entende. Ela tem que explicar: "só como, bebo e fumo ultimamente". Ele pergunta: "por que você está me falando isso?? Foi VOCÊ quem terminou o namoro!"
E aí começa a discussão, sem pé nem cabeça, que dá voltas, que só revive o passado, que não pensa em soluções pro futuro, que tem mágoas para demonstrar o amor. Ela é chamada de idiotinha, estupidinha por ele. Ele é violento como forma de expressar a falta que ela faz. Ela só quer demonstrar o amor como forma de expressar a falta que ele faz. Os dois conversam o tempo todo agarrados um ao outro, em uma íntima proximidade, demonstrando a mais profunda saudade, com medo que isso resulte no beijo na boca que não se conhece há tanto tempo.
Os dois sozinhos estão, cada um a seu modo, derrotados. E ao mesmo tempo, tentando levantar.
A conversa não acaba, mas ela se cansa, vira as costas, vai embora - cambaleante. Tanto álcool que ela mal conseguia ficar de pé.
No dia seguinte, ressaca física e emocional se misturam e se alimentam em uma fossa braba. Se ela achava que conhecia o fundo do poço, agora tem certeza que o poço pode ser sempre mais fundo.
Quem disse que final feliz existe?
E fim.
21.9.07
Three wise men
Gotta ask yourself the question: where are you now?
Look who's alone now, it's no me, it's no me...
Bom, ok. Essa música tem estado bastante na minha cabeça ultimamente... and I wonder why!!
Gosto bastante daquela guitarrinha introdutória... e aquela coisa de melancolia feliz. Enfim, muito bom.
Look who's alone now, it's no me, it's no me...
Bom, ok. Essa música tem estado bastante na minha cabeça ultimamente... and I wonder why!!
Gosto bastante daquela guitarrinha introdutória... e aquela coisa de melancolia feliz. Enfim, muito bom.
20.9.07
Declaração de amor
Esse post tem quatro títulos possíveis. O que está acima e:
2 - Tratado sobre a dúvida
3- Ai que saudades
4- Quando dormir vira uma atividade pertubadora
I can't live with or without you.
Essa frase nunca fez tanto sentido na minha vida... não saber viver com ou sem uma pessoa.
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente.
Porque a dor hoje é intensa, assim como era há uma semana, ou há quinze dias, ou mesmo há um mês, quando ainda estávamos juntos.
O fim é belo e incerto - depende de como você vê.
Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você.
E se o fim é incerto, o amor pode ser belo. E pensar nele a toda hora do meu dia, em todos os momentos, os minutos, em todas as ações, em cada respiração, pensar nele sempre sempre sempre, e sentir a ausência mais presente do mundo, isso é dolorido.
Eu nunca achei que eu pudesse realmente me apaixonar por uma pessoa a ponto de achar que os momentos ao lado dela seriam mágicos. A ponto de chorar ao lembrar dos ataques de riso que tínhamos juntos, ou dos micos que pagamos, ou das aventuras, ou até mesmo das brigas, dos diálogos bonitinhos, da química, dos telefonemas antes de ir dormir... muita gente fala que namoro de sete meses é um namoro curto. Para mim, sete meses foram o suficiente para eu perceber quanto o amo. AINDA o amo.
Mas fica ruim quando amar alguém significa uma angustia sem fim, significa o desenvolvimento de mil instrumentos de defesa, significa não poder mergulhar no relacionamento porque isso seria sinônimo de sofrer.
Meu amigo racional me disse: o namoro é uma matemática. O quanto cada um investe no relacionamento deve ser sempre diretamente proporcional à expectativa do outro. O mesmo amigo, ironia do destino ou não, disse que odiava Brasilia até se mudar para lá, quando ele passou a amar a cidade.
Ontem ouvi no rádio a música que eu queria que ele ouvisse: Tão Bem, do Lulu Santos.
E ela me faz tão bem, ela me faz tão bem... que eu também quero fazer isso por ela.
É isso aí. Enquanto isso, estou triste. Queria que ele me conquistasse, queria que ele mostrasse que ele também quer que nós fiquemos juntos, e que ele vai se esforçar para que nós fiquemos juntos. Queria tentar de novo, de outra forma, em um relacionamento de duas pessoas felizes - e não de uma pessoa feliz e outra triste. Queria tentar de novo, em um relacionamento em que os dois vão jardinar juntos.
Talvez tudo isso seja pedir muito para ele, já que são tantas as coisas que acontecem na vida dele agora, que ele não dá conta de tudo. Isso eu entendo. Mas eu também entendo que então... então cairemos no bom e velho clichê da "pessoa certa na hora errada". Porque afinal, um relacionamento não sobrevive só de amor.
Aí a gente cai, vai pro fundo do poço, descobre que o poço sempre pode ser mais fundo, descobre que as lágrimas nunca secam, e descobre que não se pode controlar os sonhos - e aí dormir vira uma atividade um tanto quanto perturbadora.
Mas tudo segue. E o que eu mais ouço ultimamente é: só o tempo mesmo...
Ok. Mais um post diarinho para esse blog, que não nasceu para ser diarinho.
2 - Tratado sobre a dúvida
3- Ai que saudades
4- Quando dormir vira uma atividade pertubadora
I can't live with or without you.
Essa frase nunca fez tanto sentido na minha vida... não saber viver com ou sem uma pessoa.
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente.
Porque a dor hoje é intensa, assim como era há uma semana, ou há quinze dias, ou mesmo há um mês, quando ainda estávamos juntos.
O fim é belo e incerto - depende de como você vê.
Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você.
E se o fim é incerto, o amor pode ser belo. E pensar nele a toda hora do meu dia, em todos os momentos, os minutos, em todas as ações, em cada respiração, pensar nele sempre sempre sempre, e sentir a ausência mais presente do mundo, isso é dolorido.
Eu nunca achei que eu pudesse realmente me apaixonar por uma pessoa a ponto de achar que os momentos ao lado dela seriam mágicos. A ponto de chorar ao lembrar dos ataques de riso que tínhamos juntos, ou dos micos que pagamos, ou das aventuras, ou até mesmo das brigas, dos diálogos bonitinhos, da química, dos telefonemas antes de ir dormir... muita gente fala que namoro de sete meses é um namoro curto. Para mim, sete meses foram o suficiente para eu perceber quanto o amo. AINDA o amo.
Mas fica ruim quando amar alguém significa uma angustia sem fim, significa o desenvolvimento de mil instrumentos de defesa, significa não poder mergulhar no relacionamento porque isso seria sinônimo de sofrer.
Meu amigo racional me disse: o namoro é uma matemática. O quanto cada um investe no relacionamento deve ser sempre diretamente proporcional à expectativa do outro. O mesmo amigo, ironia do destino ou não, disse que odiava Brasilia até se mudar para lá, quando ele passou a amar a cidade.
Ontem ouvi no rádio a música que eu queria que ele ouvisse: Tão Bem, do Lulu Santos.
E ela me faz tão bem, ela me faz tão bem... que eu também quero fazer isso por ela.
É isso aí. Enquanto isso, estou triste. Queria que ele me conquistasse, queria que ele mostrasse que ele também quer que nós fiquemos juntos, e que ele vai se esforçar para que nós fiquemos juntos. Queria tentar de novo, de outra forma, em um relacionamento de duas pessoas felizes - e não de uma pessoa feliz e outra triste. Queria tentar de novo, em um relacionamento em que os dois vão jardinar juntos.
Talvez tudo isso seja pedir muito para ele, já que são tantas as coisas que acontecem na vida dele agora, que ele não dá conta de tudo. Isso eu entendo. Mas eu também entendo que então... então cairemos no bom e velho clichê da "pessoa certa na hora errada". Porque afinal, um relacionamento não sobrevive só de amor.
Aí a gente cai, vai pro fundo do poço, descobre que o poço sempre pode ser mais fundo, descobre que as lágrimas nunca secam, e descobre que não se pode controlar os sonhos - e aí dormir vira uma atividade um tanto quanto perturbadora.
Mas tudo segue. E o que eu mais ouço ultimamente é: só o tempo mesmo...
Ok. Mais um post diarinho para esse blog, que não nasceu para ser diarinho.
12.8.07
Yamandú Costa e Dominguinhos, Auditório Ibirapuera, 11/08/2007

Um brinde à vida.
Um brinde à música de boa qualidade, ao Rio Grande do Sul que nos deu Yamandú e ao Pernambuco que nos deu Dominguinhos.
Um brinde à cultura brasileira, à sonoridade do violão lindo e detalhadamente dedilhado junto com o arcodeon intensamente venerado.
Um brinde ao chapéu do Dominguinhos e às alpargatas do Yamandu. O chapéu e as alpargatas se mexem no ritmo na música, como se balançassem também.
Um brinde à brincadeira de Yamandu e à ingenuidade de Dominguinhos. Os dois, tão simpáticos.
Um brinde ao Auditório Ibirapuera, que eu ainda não conhecia. Tão lindo e imp
onente e moderno e vermelho com branco, palco grande, platéia grande, público simpático, tão Niemeyer.
Um brinde à garoa fria, à pizza, ao chorinho com pinga no bar depois, e ao café da manhã que há tempos eu não tomava. Sim, um brinde à vida noturna que se tem em São Paulo, e só aqui. Um brinde especial a essa vida noturna que não se resume à balada do modo mais tradicional que se pensa, com porres e filas e muita grana. Um brinde à vida noturna com lirismo, poesia, boas conversas, leveza, música gostosa, dança gostosa, na qual ficamos algo ébrios.
Para terminar, um brinde aos meus companheiros nessa noite de sábado que se fez tão feliz.
Um brinde à música de boa qualidade, ao Rio Grande do Sul que nos deu Yamandú e ao Pernambuco que nos deu Dominguinhos.
Um brinde à cultura brasileira, à sonoridade do violão lindo e detalhadamente dedilhado junto com o arcodeon intensamente venerado.
Um brinde ao chapéu do Dominguinhos e às alpargatas do Yamandu. O chapéu e as alpargatas se mexem no ritmo na música, como se balançassem também.
Um brinde à brincadeira de Yamandu e à ingenuidade de Dominguinhos. Os dois, tão simpáticos.
Um brinde ao Auditório Ibirapuera, que eu ainda não conhecia. Tão lindo e imp
onente e moderno e vermelho com branco, palco grande, platéia grande, público simpático, tão Niemeyer.Um brinde à garoa fria, à pizza, ao chorinho com pinga no bar depois, e ao café da manhã que há tempos eu não tomava. Sim, um brinde à vida noturna que se tem em São Paulo, e só aqui. Um brinde especial a essa vida noturna que não se resume à balada do modo mais tradicional que se pensa, com porres e filas e muita grana. Um brinde à vida noturna com lirismo, poesia, boas conversas, leveza, música gostosa, dança gostosa, na qual ficamos algo ébrios.
Para terminar, um brinde aos meus companheiros nessa noite de sábado que se fez tão feliz.
10.8.07
Don't let me down, everybody hurts
Ontem eu fiz algo que eu nunca quis fazer na vida, e que sempre fiz tudo para evitar. E quando eu digo tudo, eu digo tudo mesmo: empurrar montanha, assosprar o vento pro outro lado, limpar nuvem do céu.
Eu decepcionei uma amiga, uma amigona minha.
Ela já disse para a terapeuta dela que em mim ela confia, que ela pode ter todas as expectativas por mim porque sabe que eu estarei sempre lá, que se ela grita eu apareço, se ela liga eu chego. Que por mim ela bota a mão no fogo.
A recíproca é verdadeira, e ela tem dado muito mais do que recebido nesses ultimos tempos difíceis. Daí chegou a hora de ela receber e eu dar, chegou essa hora ontem por orkut e por combinação por telefone, meio na urgência dessas coisas que não têm nunca hora para chegar.
Tinha um café marcado no Havanna com um amigo que está na Holanda, nessa temporada de rever os amigos gringos todos que estão em SP por algum tempo. Por motivos alheios à minha vontade e muito intimamente ligados ao quase regime de quase escravidão no qual me insiro atrasei pro café. E aí, por motivos alheios ao meu controle e muito intimamente ligados àquela bela e mágica química de conversa atrasei para encontrá-la. Mas liguei avisando que iria me atrasar.
E liguei na hora que fiquei livre, uma hora depois do previsto.
Liguei na hora que fiquei livre.
Liguei na hora.
Liguei. Liguei. Liguei. Liguei.
E simplesmente... nada!
Ontem à noitinha, depois ontem à noitão, depois minha insônia de consciência pesada, e hoje assim que acordei... e nada!
Recebi um email com sinal de vida - pelo menos que ela não sumiu de vez eu sei. Mas ainda não sei quando irei encontrá-la. E me sinto a pior pessoa do mundo... a pior pessoa do mundo... o verme mais repugnante, o estrume mais fedido, por saber que tem alguém aí querendo meu colo e que eu não dei esse colo.
E agora? Minhas mais sinceras, profundas e tristes desculpas.
Ainda com todo o amor que eu possa ter por essa coisa linda que é minha amizade mais incondicional do mundo.
Eu decepcionei uma amiga, uma amigona minha.
Ela já disse para a terapeuta dela que em mim ela confia, que ela pode ter todas as expectativas por mim porque sabe que eu estarei sempre lá, que se ela grita eu apareço, se ela liga eu chego. Que por mim ela bota a mão no fogo.
A recíproca é verdadeira, e ela tem dado muito mais do que recebido nesses ultimos tempos difíceis. Daí chegou a hora de ela receber e eu dar, chegou essa hora ontem por orkut e por combinação por telefone, meio na urgência dessas coisas que não têm nunca hora para chegar.
Tinha um café marcado no Havanna com um amigo que está na Holanda, nessa temporada de rever os amigos gringos todos que estão em SP por algum tempo. Por motivos alheios à minha vontade e muito intimamente ligados ao quase regime de quase escravidão no qual me insiro atrasei pro café. E aí, por motivos alheios ao meu controle e muito intimamente ligados àquela bela e mágica química de conversa atrasei para encontrá-la. Mas liguei avisando que iria me atrasar.
E liguei na hora que fiquei livre, uma hora depois do previsto.
Liguei na hora que fiquei livre.
Liguei na hora.
Liguei. Liguei. Liguei. Liguei.
E simplesmente... nada!
Ontem à noitinha, depois ontem à noitão, depois minha insônia de consciência pesada, e hoje assim que acordei... e nada!
Recebi um email com sinal de vida - pelo menos que ela não sumiu de vez eu sei. Mas ainda não sei quando irei encontrá-la. E me sinto a pior pessoa do mundo... a pior pessoa do mundo... o verme mais repugnante, o estrume mais fedido, por saber que tem alguém aí querendo meu colo e que eu não dei esse colo.
E agora? Minhas mais sinceras, profundas e tristes desculpas.
Ainda com todo o amor que eu possa ter por essa coisa linda que é minha amizade mais incondicional do mundo.
6.8.07
E a alma se enche de alegria...
Sexta feira, festa bacana com pessoas bacanas. Acontecimentos surreais e muita bagunça.
Sábado, dia gostoso de colocar a parte estética em dia. Almoço gostoso com os pais. Casamento lindo e bacana - um emocionante ode ao amor, ao amor deles, ao nosso amor. O prosecco, as comidas afrodisíacas e a vida ébria de sempre.
Domingo, dia de mil coisas e ressaca. Jogo de futebol, frio, café com os amigos, muitas risadas, papos cabeça, papos bons, papos gostosos, e depois lanche com o abraço mais gordo e quente.
Hoje segunda normal mas reencontro com amigo do peito mais do que especial.
Eu não preciso mais do que isso para ser feliz, né?
Sábado, dia gostoso de colocar a parte estética em dia. Almoço gostoso com os pais. Casamento lindo e bacana - um emocionante ode ao amor, ao amor deles, ao nosso amor. O prosecco, as comidas afrodisíacas e a vida ébria de sempre.
Domingo, dia de mil coisas e ressaca. Jogo de futebol, frio, café com os amigos, muitas risadas, papos cabeça, papos bons, papos gostosos, e depois lanche com o abraço mais gordo e quente.
Hoje segunda normal mas reencontro com amigo do peito mais do que especial.
Eu não preciso mais do que isso para ser feliz, né?
3.8.07
Mochileira
Estou com uma vontade louca de ser mochileira de novo.
Queria me debruçar sobre um Atlas, traçar um roteiro, comprar a passagem, e ficar muito tempo imaginando tudo como seria.
Depois eu correria atrás de algumas burocracias, faria a mala com as coisas básicas que se pode levar em uma mochila, calça jeans e tênis confortável, ficaria cinco dias com o coração na boca esperando o embarque chegar.
Quando eu embarcasse, eu teria praticamente um ataque de taquicardia. O desconhecido, as expectativas, eu e a mochila - companheira. Daí eu caminharia cidades inteiras por muito tempo, tentando ao máximo entender como é viver lá. Eu conheceria pessoas bacanas em albergues, conheceria pessoas bacanas nas esquinas, na mesa ao lado nos restaurantes, na fila da chapelaria do museu, no banco do ônibus ou na faixa de pedestre. Eu teria a sensação de ter o mundo inteiro à frente, pronto para fazer parte do meu futuro. Eu teria a certeza de que a realidade é muito melhor do que toda a imaginação dos tempos anteriores à viagem.
Daí eu voltaria.
Um pouco de mim no mundo, muito do mundo novo em mim.
Eu voltaria, já pensando em qual será a próxima viagem de mochila.
Eu voltaria pronta para deixar um post como esse no meu blog.
Eu voltaria e me fantasiaria de mochileira na festa à fantasia do pessoal do trabalho, em um ataque crítico de nostalgia.
De Almir Sater, em "Mochileira":
Mas os Deuses eles sabem
Que valeu a pena segurar essa barra
Moça o céu é seu amigo
Enquando durar essa farra
E depois você é mesmo
Do tipo de cigarra
Que canta na chuva
Dance mochileira que eu toco a guitarra.
Queria me debruçar sobre um Atlas, traçar um roteiro, comprar a passagem, e ficar muito tempo imaginando tudo como seria.
Depois eu correria atrás de algumas burocracias, faria a mala com as coisas básicas que se pode levar em uma mochila, calça jeans e tênis confortável, ficaria cinco dias com o coração na boca esperando o embarque chegar.
Quando eu embarcasse, eu teria praticamente um ataque de taquicardia. O desconhecido, as expectativas, eu e a mochila - companheira. Daí eu caminharia cidades inteiras por muito tempo, tentando ao máximo entender como é viver lá. Eu conheceria pessoas bacanas em albergues, conheceria pessoas bacanas nas esquinas, na mesa ao lado nos restaurantes, na fila da chapelaria do museu, no banco do ônibus ou na faixa de pedestre. Eu teria a sensação de ter o mundo inteiro à frente, pronto para fazer parte do meu futuro. Eu teria a certeza de que a realidade é muito melhor do que toda a imaginação dos tempos anteriores à viagem.
Daí eu voltaria.
Um pouco de mim no mundo, muito do mundo novo em mim.
Eu voltaria, já pensando em qual será a próxima viagem de mochila.
Eu voltaria pronta para deixar um post como esse no meu blog.
Eu voltaria e me fantasiaria de mochileira na festa à fantasia do pessoal do trabalho, em um ataque crítico de nostalgia.
De Almir Sater, em "Mochileira":
Mas os Deuses eles sabem
Que valeu a pena segurar essa barra
Moça o céu é seu amigo
Enquando durar essa farra
E depois você é mesmo
Do tipo de cigarra
Que canta na chuva
Dance mochileira que eu toco a guitarra.
2.8.07
Guitar Man
Versão sugerida para ouvir: Cake.
Link:
http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?ref=Musica&busca=guitar+man¶m1=homebusca&q=guitar+man&check=musica
Who draws the crowd and plays so loud, Baby it's the guitar man.
Who's gonna steal the show, you know
Baby it's the guitar man,
He can make you laugh, he can make you cry
He will bring you down, then he'll get you high
Somethin' keeps him goin', miles and miles away
To find another place to play.
Night after night who treats you right,
Baby it's the guitar man
Who's on the radio, you go listen
To the guitar man
Then he comes to town, and you see his face,
And you think you might like to take his place
Somethin' keeps him driftin' miles and miles away
Searchin' for the songs to play.
Then you listen to the music and you like to sing along,
You want to get the meaning out of each and ev'ry song
Then you find yourself a message and some words to call your own
And take them home.
He can make you love, he can get you high
He will bring you down, then he'll make you cry
Somethin' keeps him movin', but no one seems to know
What it is that makes him go.
Then the lights begin to flicker and the sound is getting dim
The voice begins to falter and the crowds are getting thin
But he never seems to notice he's just got to find
Another place to play,
(Anyway got to play, anyway Got to play.)
(Neither way got to play, neither way got to play)
Guitarra arranhada para dias de indiferenças, defesas, proteções, criadas e muito bem afiadas. Eu sigo, inabalável.
Em frente. Passo forte.
Queria estar em um Lamburghini '62, route 66, com um óculos Ray Ban e cabelos ao vento. Só.
E aí, manter: inabalável.
Link:
http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?ref=Musica&busca=guitar+man¶m1=homebusca&q=guitar+man&check=musica
Who draws the crowd and plays so loud, Baby it's the guitar man.
Who's gonna steal the show, you know
Baby it's the guitar man,
He can make you laugh, he can make you cry
He will bring you down, then he'll get you high
Somethin' keeps him goin', miles and miles away
To find another place to play.
Night after night who treats you right,
Baby it's the guitar man
Who's on the radio, you go listen
To the guitar man
Then he comes to town, and you see his face,
And you think you might like to take his place
Somethin' keeps him driftin' miles and miles away
Searchin' for the songs to play.
Then you listen to the music and you like to sing along,
You want to get the meaning out of each and ev'ry song
Then you find yourself a message and some words to call your own
And take them home.
He can make you love, he can get you high
He will bring you down, then he'll make you cry
Somethin' keeps him movin', but no one seems to know
What it is that makes him go.
Then the lights begin to flicker and the sound is getting dim
The voice begins to falter and the crowds are getting thin
But he never seems to notice he's just got to find
Another place to play,
(Anyway got to play, anyway Got to play.)
(Neither way got to play, neither way got to play)
Guitarra arranhada para dias de indiferenças, defesas, proteções, criadas e muito bem afiadas. Eu sigo, inabalável.
Em frente. Passo forte.
Queria estar em um Lamburghini '62, route 66, com um óculos Ray Ban e cabelos ao vento. Só.
E aí, manter: inabalável.
27.4.07
Chuva fina de sexta
Sexta feira chuvosa, chatinha, dia escuro, véspera de feriado, frente fria, ai que vontade de tomar um whiskey, melancolia que bomba por todos os poros, mil perguntas na cabeça - que não se calam e se multiplicam, o cabelo não acordou em um bom dia, a roupa não acordou em um bom dia, o olho não acordou em um bom dia.
Eu não disse boa noite pra minha mãe ontem! Ela foi fazer cafuné em mim enquanto eu estava dormindo. Mas parece que eu dei boa noite pro mundo, dei as costas, e comecei a andar na direção oposta. Mal sabe ele...
Ok. Frente fria é gostoso. Sexta feira chuvosa é gostoso. Talvez seja dia de comédia romântica no DVD, com pipoca. Ou talvez seja dia de bar escuro, obscuro, sujo, muita fumaça, nicotina bombando, whiskey.
Talvez, acima de tudo, eu não saiba o que eu quero. E é bom, no final das contas, não saber o que se quer.
Bittersweet melancholie. Típica pra uma sexta chuvosa.
Eu não disse boa noite pra minha mãe ontem! Ela foi fazer cafuné em mim enquanto eu estava dormindo. Mas parece que eu dei boa noite pro mundo, dei as costas, e comecei a andar na direção oposta. Mal sabe ele...
Ok. Frente fria é gostoso. Sexta feira chuvosa é gostoso. Talvez seja dia de comédia romântica no DVD, com pipoca. Ou talvez seja dia de bar escuro, obscuro, sujo, muita fumaça, nicotina bombando, whiskey.
Talvez, acima de tudo, eu não saiba o que eu quero. E é bom, no final das contas, não saber o que se quer.
Bittersweet melancholie. Típica pra uma sexta chuvosa.
26.4.07
Três Meses
Três meses de infindáveis conversas.
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Três meses de risadas sem fim.
Com sabor de fruta mordida
Três meses de uma coisa louca.
Nós na batida, no embalo da rede
Três meses, ele zuando da minha cara.
Matando a sede na saliva
Três meses, eu zuando da cara dele.
Ser teu pão, ser tua comida
Três meses, muito colo e mimitos.
Todo amor que houver nessa vida
Três meses, telefonemas antes de ir dormir.
E algum trocado pra dar garantia
Três meses, saudades a semana toda.
E ser artista no nosso convívio
Três meses, sábados que parecem um grude.
Pelo inferno e céu de todo dia
Três meses, cervejas e cigarros.
Pra poesia que a gente não vive
Três meses, os amigos dele viraram meus, os meus amigos viraram dele.
Transformar o tédio em melodia
Três meses, cantar duetos improvisados.
Ser teu pão, ser tua comida
Três meses, baladas, casamento, viagens.
Todo amor que houver nessa vida
Três meses, ronco, pum, arroto.
E algum veneno antimonotonia
Três meses, todos os planos do mundo pro futuro.
E se eu achar a tua fonte escondida
Três meses e um conhece muito do outro.
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
Três meses e um não conhece nada do outro.
E o corpo inteiro como um furacão
Três meses e dividir: aprendizado contínuo.
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Três meses e a cada dia que passa, gostar mais.
Ser teu pão, ser tua comida
Três meses e nada de wok para ninguém.
Todo amor que houver nessa vida
Três meses de olho que brilha e sorriso que explode.
E algum remédio que me dê alegria
Três meses e nada de ontem é hoje.
ps.: post comemorativo, dedicado ao ato de apertar mais gostoso do mundo.
ps.2: "Todo amor que houver nessa vida", Cazuza.
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Três meses de risadas sem fim.
Com sabor de fruta mordida
Três meses de uma coisa louca.
Nós na batida, no embalo da rede
Três meses, ele zuando da minha cara.
Matando a sede na saliva
Três meses, eu zuando da cara dele.
Ser teu pão, ser tua comida
Três meses, muito colo e mimitos.
Todo amor que houver nessa vida
Três meses, telefonemas antes de ir dormir.
E algum trocado pra dar garantia
Três meses, saudades a semana toda.
E ser artista no nosso convívio
Três meses, sábados que parecem um grude.
Pelo inferno e céu de todo dia
Três meses, cervejas e cigarros.
Pra poesia que a gente não vive
Três meses, os amigos dele viraram meus, os meus amigos viraram dele.
Transformar o tédio em melodia
Três meses, cantar duetos improvisados.
Ser teu pão, ser tua comida
Três meses, baladas, casamento, viagens.
Todo amor que houver nessa vida
Três meses, ronco, pum, arroto.
E algum veneno antimonotonia
Três meses, todos os planos do mundo pro futuro.
E se eu achar a tua fonte escondida
Três meses e um conhece muito do outro.
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
Três meses e um não conhece nada do outro.
E o corpo inteiro como um furacão
Três meses e dividir: aprendizado contínuo.
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Três meses e a cada dia que passa, gostar mais.
Ser teu pão, ser tua comida
Três meses e nada de wok para ninguém.
Todo amor que houver nessa vida
Três meses de olho que brilha e sorriso que explode.
E algum remédio que me dê alegria
Três meses e nada de ontem é hoje.
ps.: post comemorativo, dedicado ao ato de apertar mais gostoso do mundo.
ps.2: "Todo amor que houver nessa vida", Cazuza.
25.4.07
Fricote de Luluzinhas
Como é bom, né?
Como é bom ter pessoas especiais guardadas com você para os momentos mais gostosos possíveis.
Como é bom poder reviver nossa antiga tradição de amigo secreto de ovo de Páscoa com o mesmo vigor e a mesma curtição dos anos de faculdade - ou se bobear, ainda melhor, como está todo mundo dizendo por aí.
Como é bom bater o carro em um dia e no dia seguinte encontrar o maior calor humano gostoso que pode haver nesse mundo.
Como são bons tudo: o vinho, a salada, o risoto, o brigadeirão.
Como riem todas, alegres, alto, às vezes até de um jeito escandaloso, fazendo fofocas gostosas e colocando o papo em dia, fumando um cigarro e outro, jogando conversa fora, colocando conversa pra dentro, discutindo se doce de cacau é chocolate e fazendo benchmarking de um final de semana inteiro.
Algumas sentadas no chão, outras praticamente deitadas no sofá, outras espremidas e de joelhos dobrados em outro sofá. Todas displicentes e à vontade, como deve ser, e a maioria, descalça. Mesmo assim, todas lindas. Ah, que lindas as fotos que eu ainda não vi!
E como, como se divertem essas meninas, na hora de imitar umas às outras, na hora de trocar ovo de Páscoa, na hora de descrever a amiga secreta...
Sabe o que é o mais bom de tudo?
É saber que se passaram mais de dois anos da nossa formatura (ui, como esse tempo começa a pesar nas costas e a doer nos joelhos, jeje), que muita coisa mudou na vida de todo mundo (entre as mudanças, começos e fins de namoros, mudanças de estado civil e de local de residência, mudança de país inclusive, e a outra que virou doutora, e a outra que muda de país ano que vem de novo...) mas que entre a gente continua tudo muito bem, obrigada!
Como é bom ter pessoas especiais guardadas com você para os momentos mais gostosos possíveis.
Como é bom poder reviver nossa antiga tradição de amigo secreto de ovo de Páscoa com o mesmo vigor e a mesma curtição dos anos de faculdade - ou se bobear, ainda melhor, como está todo mundo dizendo por aí.
Como é bom bater o carro em um dia e no dia seguinte encontrar o maior calor humano gostoso que pode haver nesse mundo.
Como são bons tudo: o vinho, a salada, o risoto, o brigadeirão.
Como riem todas, alegres, alto, às vezes até de um jeito escandaloso, fazendo fofocas gostosas e colocando o papo em dia, fumando um cigarro e outro, jogando conversa fora, colocando conversa pra dentro, discutindo se doce de cacau é chocolate e fazendo benchmarking de um final de semana inteiro.
Algumas sentadas no chão, outras praticamente deitadas no sofá, outras espremidas e de joelhos dobrados em outro sofá. Todas displicentes e à vontade, como deve ser, e a maioria, descalça. Mesmo assim, todas lindas. Ah, que lindas as fotos que eu ainda não vi!
E como, como se divertem essas meninas, na hora de imitar umas às outras, na hora de trocar ovo de Páscoa, na hora de descrever a amiga secreta...
Sabe o que é o mais bom de tudo?
É saber que se passaram mais de dois anos da nossa formatura (ui, como esse tempo começa a pesar nas costas e a doer nos joelhos, jeje), que muita coisa mudou na vida de todo mundo (entre as mudanças, começos e fins de namoros, mudanças de estado civil e de local de residência, mudança de país inclusive, e a outra que virou doutora, e a outra que muda de país ano que vem de novo...) mas que entre a gente continua tudo muito bem, obrigada!
20.4.07
Sexta e o Cotidiano
Na depilação na hora do almoço:
Enói:
Tudo bom com você, Mariana? Que cara de cansada...
Mariana:
Tudo nos conformes, Enói.
No trabalho após o almoço. Indo escovar os dentes:
Joyce:
Tudo bem, Mari? Tá com uma cara...
Mariana:
Tudo, e você? (risadinha cínica)
Enói:
Tudo bom com você, Mariana? Que cara de cansada...
Mariana:
Tudo nos conformes, Enói.
No trabalho após o almoço. Indo escovar os dentes:
Joyce:
Tudo bem, Mari? Tá com uma cara...
Mariana:
Tudo, e você? (risadinha cínica)
'Cause you've had a bad day...
Ontem.
Correria. De carona pro trabalho. Atraso. Brincos nas mãos, confusão para entrar no carro, sacola, mochila, chave, celular, casaco. Costas molhadas ainda do banho, e a camiseta, grudada. Apruma o cabelo. Coloca brinco por brinco, todos. Finge que é civilizada.
Chegada. Correria. Muitos emails. Coração disparado. Fofocas e notícias do subsolo. Nem um bom dia, nem um boa noite. Olho sem foco, ao certo. Certeiro, nem nada. Talvez só meu dedo no teclado, rápido, um email atrás do outro. Muitas respostas; a maioria, infundada. Tudo é incerto.
Saída. Correria.
A pé para casa.
Passos rápidos. Respiração ofegante. Vento frio. Pensar na vida. Alívio, ao certo. Cigarro. Falar com ele, marcar de sair da rotina e de vê-lo mais tarde. Sim. A saudade espreme a rotina e diminui as horas de sono. A melhor notícia que eu poderia ter no dia: irei encontrá-lo. E ele sabe disso.
Elevador, rápido.
Abraço carinhoso na mãe. Saudades. Costas molhadas, da mochila, da caminhada, da respiração ofegante. Notícias do hospital e da avó. Ela sempre pergunta de mim. Iogurte e letras de musicas. Mais um abraço apertado na mãe. O coração, apertado também, mas muito mais pelo "bad day".
Elevador. Ônibus. Catraca. Elevador. Cigarro.
Sala de aula: seminário.
Tédio. Tédio. Tédio. Piadinhas sobre a professora. Motivação? Qual a minha motivação em ver esse seminário, que ela elogia como ótimo? Cadê os questionamentos? Se é assim que ela quer... um seminário igual ao texto, que não aceite outras visões... fim da motivação. The point of no return.
Cigarro. Conversas. Risadas.
Croissant de pizza (buraco no estômago) e Iced Tea de Pêssego, light.
Jogo. Lucro. Margem. Market Share. Modelo de DVDs. São Paulo, Argentina, filiais, comprar uma outra, Chile, Paraguai e Uruguai. Palavras incessantes e incandescentes. Baixinhas. Estratégia sussurrada. Mil planilhas. Propaganda, promoção, relatório. Professor, cabeça grande, o cérebro dele deve ser enorme lá dentro. Eu sempre fico me perguntando sobre o tamanho da cabeça dos gênios.
Saída.
Esperança. Cigarro. Espera. Chegada e sorriso, abraço apertado, que saudades!
Carro e pai e conversa e casa e portaria da casa do amigo e coisas de Santa Barbara e gravata azul de diplomata e rua da Consolação.
CABUM!
CABUM!
Um carro na frente, outro atrás. Óbvio que a minha quinta não tinha sido ruim o suficiente. Sim, ela precisava piorar um pouquinho. Batida de carro. Na frente e atrás. Sanduiche. E depois, carro sem bateria, tendo que pegar no trampo.
Volta para casa, toma bronca do pai.
E ele lá do lado, um santo, o apoio, o carinho, o abraço.
Docinho na Ofner. Gianduia, talvez meu desejo quando eu esteja grávida. Conversas gostosas, sempre. Gosto tanto.
Deixa ele em casa. Volta para casa. Entra em casa. Mãe e irmão. Bravos.
Batida.
Sudoku.
Jô Soares.
Batida. B.O. Seguro.
Onde você estava e por que demorou?
Por que bateu e o que aconteceu?
Conta do celular.
Táxi. Acertos por semana.
Você está tão perdida, Mari. Tão sem foco, Mari. E se essas palavras fazem efeito e me incomodam, é porque talvez elas façam sentido.
Sono, cama.
Imagem: meditação no retiro budista. Paz e luz.
Sonhos e quando percebo, acordo sorrindo. Café da manhã, irmão, jornal, banho, carro, trabalho.
Sexta e sol.
Sexta? SEXTA! Dia nacional das bombas, sempre.
Saco.
Ainda bem que chega o final de semana. Esse promete. Ponto negativo: a segunda se aproxima cada vez mais.
Correria. De carona pro trabalho. Atraso. Brincos nas mãos, confusão para entrar no carro, sacola, mochila, chave, celular, casaco. Costas molhadas ainda do banho, e a camiseta, grudada. Apruma o cabelo. Coloca brinco por brinco, todos. Finge que é civilizada.
Chegada. Correria. Muitos emails. Coração disparado. Fofocas e notícias do subsolo. Nem um bom dia, nem um boa noite. Olho sem foco, ao certo. Certeiro, nem nada. Talvez só meu dedo no teclado, rápido, um email atrás do outro. Muitas respostas; a maioria, infundada. Tudo é incerto.
Saída. Correria.
A pé para casa.
Passos rápidos. Respiração ofegante. Vento frio. Pensar na vida. Alívio, ao certo. Cigarro. Falar com ele, marcar de sair da rotina e de vê-lo mais tarde. Sim. A saudade espreme a rotina e diminui as horas de sono. A melhor notícia que eu poderia ter no dia: irei encontrá-lo. E ele sabe disso.
Elevador, rápido.
Abraço carinhoso na mãe. Saudades. Costas molhadas, da mochila, da caminhada, da respiração ofegante. Notícias do hospital e da avó. Ela sempre pergunta de mim. Iogurte e letras de musicas. Mais um abraço apertado na mãe. O coração, apertado também, mas muito mais pelo "bad day".
Elevador. Ônibus. Catraca. Elevador. Cigarro.
Sala de aula: seminário.
Tédio. Tédio. Tédio. Piadinhas sobre a professora. Motivação? Qual a minha motivação em ver esse seminário, que ela elogia como ótimo? Cadê os questionamentos? Se é assim que ela quer... um seminário igual ao texto, que não aceite outras visões... fim da motivação. The point of no return.
Cigarro. Conversas. Risadas.
Croissant de pizza (buraco no estômago) e Iced Tea de Pêssego, light.
Jogo. Lucro. Margem. Market Share. Modelo de DVDs. São Paulo, Argentina, filiais, comprar uma outra, Chile, Paraguai e Uruguai. Palavras incessantes e incandescentes. Baixinhas. Estratégia sussurrada. Mil planilhas. Propaganda, promoção, relatório. Professor, cabeça grande, o cérebro dele deve ser enorme lá dentro. Eu sempre fico me perguntando sobre o tamanho da cabeça dos gênios.
Saída.
Esperança. Cigarro. Espera. Chegada e sorriso, abraço apertado, que saudades!
Carro e pai e conversa e casa e portaria da casa do amigo e coisas de Santa Barbara e gravata azul de diplomata e rua da Consolação.
CABUM!
CABUM!
Um carro na frente, outro atrás. Óbvio que a minha quinta não tinha sido ruim o suficiente. Sim, ela precisava piorar um pouquinho. Batida de carro. Na frente e atrás. Sanduiche. E depois, carro sem bateria, tendo que pegar no trampo.
Volta para casa, toma bronca do pai.
E ele lá do lado, um santo, o apoio, o carinho, o abraço.
Docinho na Ofner. Gianduia, talvez meu desejo quando eu esteja grávida. Conversas gostosas, sempre. Gosto tanto.
Deixa ele em casa. Volta para casa. Entra em casa. Mãe e irmão. Bravos.
Batida.
Sudoku.
Jô Soares.
Batida. B.O. Seguro.
Onde você estava e por que demorou?
Por que bateu e o que aconteceu?
Conta do celular.
Táxi. Acertos por semana.
Você está tão perdida, Mari. Tão sem foco, Mari. E se essas palavras fazem efeito e me incomodam, é porque talvez elas façam sentido.
Sono, cama.
Imagem: meditação no retiro budista. Paz e luz.
Sonhos e quando percebo, acordo sorrindo. Café da manhã, irmão, jornal, banho, carro, trabalho.
Sexta e sol.
Sexta? SEXTA! Dia nacional das bombas, sempre.
Saco.
Ainda bem que chega o final de semana. Esse promete. Ponto negativo: a segunda se aproxima cada vez mais.
19.4.07
O Retorno
Depois de ter escrito sobre chegadas e partidas, simplesmente parei, larguei e me fui. Para bem longe e ao mesmo tempo, tão perto.
Pois bem.
Voltei.
Arrependida de tanto tempo longe daqui, com saudades do meu exercício quase diário e mais do que preferido.
É bom voltar para onde somos sempre bem-vindos. Como voltar pro sítio. Cheiro de café na cozinha, bolinho de fubá fresquinho, fim de tarde na rede, vento friozinho lá fora. Aconchego.
Pois bem.
Voltei.
Arrependida de tanto tempo longe daqui, com saudades do meu exercício quase diário e mais do que preferido.
É bom voltar para onde somos sempre bem-vindos. Como voltar pro sítio. Cheiro de café na cozinha, bolinho de fubá fresquinho, fim de tarde na rede, vento friozinho lá fora. Aconchego.
11.3.06
Chegadas e Partidas
Eu cheguei da Bahia, mas antes ela tinha chegado da Índia, e antes disso ainda ele tinha chegado de Cuba. Nesse meio-tempo, a de Nova York não voltou e portanto não chegou, ela apenas foi, há mais de ano já, e os pais voltaram do Pernambuco e depois voltaram do litoral. A avó, essa foi visitar os hermanos argentinos, mas também já chegou. Os Stones chegaram e partiram, assim como o U2, e o Oasis ainda está prá chegar. Tem uma que deve ir para Bologna na metade do ano, e outra que economiza para passar as férias na Europa. Talvez ele vá para Paris fazer parte da faculdade lá, e um outro ele foi-se para São José dos Campos, mas esse fica na eterna ponte aérea e nas idas e vindas constantes. A do Rio foi para lá assim como eu e já voltou, e já foi e voltou para alguns lugares, assim como eu, e no entanto só nos encontramos no âmbito virtual. Tem uma, mocinha jovem ainda, que vai e volta da USP todos os dias, toda orgulhosa dela mesma e da grande conquista dela. Tem outra que embarcou num lindo caminho sem volta: será mamãe. A prima-amiga-irmã vai e volta direto como se fosse uma formiga atômica em todos os lugares a todos os momentos. Uma pequenina, cujo nome termina com "inha", foi pra Portugal e perdeu o lugar. Uma do trabalho que conquistou meu coração foi pra Londres, lá permanece, e muito provavelmente não volta. O outro vai e volta de Conchas, num ritmo que oscila entre o frenesi da grande capital e a calma da pequena cidade, sempre regado a quantidades absurdas de nicotina. O Lula foi para Londres mas já voltou, e na volta deu uma esticada em Pernambuco. O trio elétrico vai e volta, lento, mas promovendo uma catarse louca e rápida e generalizada entre todos que o seguem. Tem um que vive na ponte aérea mais chique do mundo, Genebra - São Paulo. E outro que pleitea a bolsa para Cambridge.
O avião decola manhã.
Ela está indo para a Espanha.
Não tem data prevista de retorno.
Vai deixar saudades.
Vai ficar vazio.
Mas a estrela, essa ainda brilha no meu coração - e assim brilhará para sempre.
Ou seja, é infinito, é pra sempre.
O avião decola manhã.
Ela está indo para a Espanha.
Não tem data prevista de retorno.
Vai deixar saudades.
Vai ficar vazio.
Mas a estrela, essa ainda brilha no meu coração - e assim brilhará para sempre.
Ou seja, é infinito, é pra sempre.
Anos Incríveis
Mudei meu ponto de vista sobre os incríveis anos que passam.
Na verdade o tempo passa mas os anos nunca perdem a aura deles, de anos incríveis. E é engraçado perceber que quanto mais o tempo passa, mais muda nossa visão sobre o que já foi e o que será nossa vida.
Pois bem. Outro dia me ocorreu uma extrema mudança de ponto de vista...
Ultimamente, desde o começo desse ano, nos dias que não tenho pós-graduação, tenho me esforçado em chegar em casa antes da 19hs, porque assim eu consigo assistir o "Anos Incríveis" do Kevin Arnold, do Paul Pfeiffer e da Winnie Cooper. Ele passa sempre de dobradinha, das 19 às 19.30 e depois das 19.30 às 20.00. Como costumamos jantar entre 20 e 20.30 aqui em casa, é o intervalo perfeito para me desligar das pendências e do stress que deixei para trás, guardado em alguma gaveta de algum andar de algum prédio lá da rua Tutóia.
Descobri isso em alguma noite de janeiro que eu estava em casa sozinha, descansando pré-balada de sexta, com todos os outros habitantes viajando. Foi o começo de final de semana mais pleno que eu já me dei de presente: deitada só com underwear no sofá, peguei uma coca-light, meus cigarros, e fiquei lá assistindo as aventuras do Kevin Arnold.
Desde então venho feito isso, como se fosse o mínimo necessário pro meu dia terminar feliz.
Agora, volto mais de 10 anos na história da minha vida. Mais especificamente 92 ou 93, quando foi lançado na TV Cultura. Nessa época, eu tinha 10 anos e assistia a programação da Cultura também esperando o jantar. Mas tinha que ser já de banho tomado e pijama vestido, antes disso, nada feito assistir TV. Onde já se viu?, criancinhas porquinhas vendo TV!! A programação era basicamente Anos Incriveis, Confissões de Adolescente, e As Aventuras de Tintin.
Nesses dias de 92, eu achava que a voz em off no programa era a consciência do Kevin Arnold, e que era um programa feliz. Hoje, 2006, ao assistir me caiu a ficha que na verdade a voz em off é o próprio Kevin Arnold já adulto relatando sua vida a partir da pré-adolescência.
(ah, sim, eu cresci junto com o Kevin Arnold, praticamente, na sequência que ele passava na TV: ida ao ginásio, ida ao colegial...)
Hoje eu percebo que o relato do Kevin Arnold adulto muitas vezes é um pouco ácido, e que o programa tem um grande quê de melancólico. E mais uma vez me identifico com o Kevin Arnold. Essa vida bitter-sweet, talvez poucos entendam ou saibam o que é. Mas é vida.
Na verdade o tempo passa mas os anos nunca perdem a aura deles, de anos incríveis. E é engraçado perceber que quanto mais o tempo passa, mais muda nossa visão sobre o que já foi e o que será nossa vida.
Pois bem. Outro dia me ocorreu uma extrema mudança de ponto de vista...
Ultimamente, desde o começo desse ano, nos dias que não tenho pós-graduação, tenho me esforçado em chegar em casa antes da 19hs, porque assim eu consigo assistir o "Anos Incríveis" do Kevin Arnold, do Paul Pfeiffer e da Winnie Cooper. Ele passa sempre de dobradinha, das 19 às 19.30 e depois das 19.30 às 20.00. Como costumamos jantar entre 20 e 20.30 aqui em casa, é o intervalo perfeito para me desligar das pendências e do stress que deixei para trás, guardado em alguma gaveta de algum andar de algum prédio lá da rua Tutóia.
Descobri isso em alguma noite de janeiro que eu estava em casa sozinha, descansando pré-balada de sexta, com todos os outros habitantes viajando. Foi o começo de final de semana mais pleno que eu já me dei de presente: deitada só com underwear no sofá, peguei uma coca-light, meus cigarros, e fiquei lá assistindo as aventuras do Kevin Arnold.
Desde então venho feito isso, como se fosse o mínimo necessário pro meu dia terminar feliz.
Agora, volto mais de 10 anos na história da minha vida. Mais especificamente 92 ou 93, quando foi lançado na TV Cultura. Nessa época, eu tinha 10 anos e assistia a programação da Cultura também esperando o jantar. Mas tinha que ser já de banho tomado e pijama vestido, antes disso, nada feito assistir TV. Onde já se viu?, criancinhas porquinhas vendo TV!! A programação era basicamente Anos Incriveis, Confissões de Adolescente, e As Aventuras de Tintin.
Nesses dias de 92, eu achava que a voz em off no programa era a consciência do Kevin Arnold, e que era um programa feliz. Hoje, 2006, ao assistir me caiu a ficha que na verdade a voz em off é o próprio Kevin Arnold já adulto relatando sua vida a partir da pré-adolescência.
(ah, sim, eu cresci junto com o Kevin Arnold, praticamente, na sequência que ele passava na TV: ida ao ginásio, ida ao colegial...)
Hoje eu percebo que o relato do Kevin Arnold adulto muitas vezes é um pouco ácido, e que o programa tem um grande quê de melancólico. E mais uma vez me identifico com o Kevin Arnold. Essa vida bitter-sweet, talvez poucos entendam ou saibam o que é. Mas é vida.
9.2.06
Presentinho de 2006
Dentre muitos presentes que 2006 me trouxe, tem um especial que eu queria mencionar aqui.
É uma amiga nova.
Conversamos direito pela primeira vez numa daquelas confraternizações de final de ano, embora tivéssemos estado em diversos eventos juntas ao longo de 2005. Mas na confraternização de final de ano descobrimos que passaríamos o Ano Novo no Rio. E foi aquela coisa: troca telefone, adiciona no orkut, adiciona no MSN.
Não conseguimos nos encontrar no Rio. Mas o Ano Novo foi muito bom para as duas. Desde então, temos nos falado pelo MSN com uma frequência realmente frequente, e tentado marcar um encontro de carne e osso que nunca é possível mas que algum dia será possível.
Ela é uma admirável amiga nova, a quem estou aprendendo adorar, e cujas pequenas e cotidianas lições de vida fazem uma diferença.
À Boneca de Pano, o meu muito obrigada!
É uma amiga nova.
Conversamos direito pela primeira vez numa daquelas confraternizações de final de ano, embora tivéssemos estado em diversos eventos juntas ao longo de 2005. Mas na confraternização de final de ano descobrimos que passaríamos o Ano Novo no Rio. E foi aquela coisa: troca telefone, adiciona no orkut, adiciona no MSN.
Não conseguimos nos encontrar no Rio. Mas o Ano Novo foi muito bom para as duas. Desde então, temos nos falado pelo MSN com uma frequência realmente frequente, e tentado marcar um encontro de carne e osso que nunca é possível mas que algum dia será possível.
Ela é uma admirável amiga nova, a quem estou aprendendo adorar, e cujas pequenas e cotidianas lições de vida fazem uma diferença.
À Boneca de Pano, o meu muito obrigada!
Relações Perigosas
É engraçado.
Não sei se porque tenho o meu irmão, com quem convivi muito perto durante a infância e a adolescência;
ou se porque tenho meu primo apenas e exatamente um ano mais novo, com quem cresci junto dividindo tudo;
ou se porque tenho meu pai, que faz desnecessária qualquer descrição ou definição;
ou se porque aprendi que "meninos não mordem" (fora os três acima, que eu sempre soube que não mordiam) com um carinha muito especial no trem de Paris à Veneza, em julho de 99, que continua sendo um grande amigo;
ou se porque fazer trabalho em grupo, na época de escola, era muito melhor e mais fácil com os meninos do que com as meninas - tendência que se confirmou na faculdade, quando meu único dez em um seminário foi na vez que fiz o grupo eu de menina e mais seis meninos;
... não sei porque. Mas acho as relações entre as mulheres, uma coisa perigosa. Não me excluo disso, na verdade faço uma auto-crítica também.
Mas o fato é que tudo que é com mulher é tão mais difícil...
Tem sempre uma picuinha, um vingancinha, uma coisa de jogar coisas na cara. São, digamos, "agentes dificultadores de relações".
Parece que mulher tem que estar sempre competindo. Uma tem que ser sempre melhor do que a outra. E daí eu paro e penso: me deixem em paz!
Acho que sou meio masculina com relação a isso: FACILITEM A VIDA!
Nunca vi bicho que complica melhor do que a mulher.
Quando eu fazia trabalhos em grupo com as meninas, ficávamos talvez uma tarde inteira discutindo qual a cor da canetinha para preencher as letras gordinhas (sim, sempre tinha que ser letras gordinhas, daquelas "recheáveis"). Com os meninos, era basicamente: ver o conteúdo, dividir as funções, marcar um dia para juntar tudo e montar a apresentação - ponto final.
No further complications, Mr., please.
O fato é que estou nessa fase... meio que de asco das companhias femininas. Ou talvez de asco das companhias femininas que complicam. "Vamos ao cinema?" é uma pergunta que permite duas - e note, apenas duas - respostas possíveis: sim e não.
"Estou triste que não vou mais ao show dos Stones" é uma observação que permite um comentário à la: que pena que você não vai, se você queria tanto ir. Não permite um sermão; nem a "fórmula da boa filha"; nem lições de auto-estima; nem nada de outras coisas.
Mulher é um bicho complicado.
Às vezes tenho a sensação que, por mais que eu goste de uma amiga e que ela goste de mim, dependendo da amiga ela sempre vai ficar feliz porque alguma coisa deu errado na minha vida e daí eu não farei algo a mais do que ela.
Note: o ponto não é que eu tenho uma amiga que torce para que as coisas dêem errado. O ponto é que eu tenho uma(s) amiga(s) que torce para que nada do que eu seja e faça e pense e sinta seja diferente (não diferente - "a mais", no ponto de vista e na escala de valores particulares dela) do que ela tem na realidade dela.
E aí, tudo que é diferente ("a mais") e importante é legal para mim, sim, se torna muito ruim e muito pior para ela - de maneira a fazer com que uma tristeza, uma fraqueza minha, abram portas não para um apoio e uma consolação, e sim para uma sermão, uma bronca, e uma discussão filosofica transcedental surreal e desnecessária.
Mulher é um bicho complicado.
E uma das coisas nesse mundo da qual eu mais sinto medo é olho gordo.
ps.: independentemente do olho gordo, outra coisa que me incomoda demasiadamente são mocinhos (heteros ou homos, sem preconceito algum) que pensam como mocinhas no quesito: vamos ao cinema? Talvez, não sei, preciso pensar. Meu, facilita! Sim ou não?
ps.2: SARAVÁ, SARAVÁ!
Não sei se porque tenho o meu irmão, com quem convivi muito perto durante a infância e a adolescência;
ou se porque tenho meu primo apenas e exatamente um ano mais novo, com quem cresci junto dividindo tudo;
ou se porque tenho meu pai, que faz desnecessária qualquer descrição ou definição;
ou se porque aprendi que "meninos não mordem" (fora os três acima, que eu sempre soube que não mordiam) com um carinha muito especial no trem de Paris à Veneza, em julho de 99, que continua sendo um grande amigo;
ou se porque fazer trabalho em grupo, na época de escola, era muito melhor e mais fácil com os meninos do que com as meninas - tendência que se confirmou na faculdade, quando meu único dez em um seminário foi na vez que fiz o grupo eu de menina e mais seis meninos;
... não sei porque. Mas acho as relações entre as mulheres, uma coisa perigosa. Não me excluo disso, na verdade faço uma auto-crítica também.
Mas o fato é que tudo que é com mulher é tão mais difícil...
Tem sempre uma picuinha, um vingancinha, uma coisa de jogar coisas na cara. São, digamos, "agentes dificultadores de relações".
Parece que mulher tem que estar sempre competindo. Uma tem que ser sempre melhor do que a outra. E daí eu paro e penso: me deixem em paz!
Acho que sou meio masculina com relação a isso: FACILITEM A VIDA!
Nunca vi bicho que complica melhor do que a mulher.
Quando eu fazia trabalhos em grupo com as meninas, ficávamos talvez uma tarde inteira discutindo qual a cor da canetinha para preencher as letras gordinhas (sim, sempre tinha que ser letras gordinhas, daquelas "recheáveis"). Com os meninos, era basicamente: ver o conteúdo, dividir as funções, marcar um dia para juntar tudo e montar a apresentação - ponto final.
No further complications, Mr., please.
O fato é que estou nessa fase... meio que de asco das companhias femininas. Ou talvez de asco das companhias femininas que complicam. "Vamos ao cinema?" é uma pergunta que permite duas - e note, apenas duas - respostas possíveis: sim e não.
"Estou triste que não vou mais ao show dos Stones" é uma observação que permite um comentário à la: que pena que você não vai, se você queria tanto ir. Não permite um sermão; nem a "fórmula da boa filha"; nem lições de auto-estima; nem nada de outras coisas.
Mulher é um bicho complicado.
Às vezes tenho a sensação que, por mais que eu goste de uma amiga e que ela goste de mim, dependendo da amiga ela sempre vai ficar feliz porque alguma coisa deu errado na minha vida e daí eu não farei algo a mais do que ela.
Note: o ponto não é que eu tenho uma amiga que torce para que as coisas dêem errado. O ponto é que eu tenho uma(s) amiga(s) que torce para que nada do que eu seja e faça e pense e sinta seja diferente (não diferente - "a mais", no ponto de vista e na escala de valores particulares dela) do que ela tem na realidade dela.
E aí, tudo que é diferente ("a mais") e importante é legal para mim, sim, se torna muito ruim e muito pior para ela - de maneira a fazer com que uma tristeza, uma fraqueza minha, abram portas não para um apoio e uma consolação, e sim para uma sermão, uma bronca, e uma discussão filosofica transcedental surreal e desnecessária.
Mulher é um bicho complicado.
E uma das coisas nesse mundo da qual eu mais sinto medo é olho gordo.
ps.: independentemente do olho gordo, outra coisa que me incomoda demasiadamente são mocinhos (heteros ou homos, sem preconceito algum) que pensam como mocinhas no quesito: vamos ao cinema? Talvez, não sei, preciso pensar. Meu, facilita! Sim ou não?
ps.2: SARAVÁ, SARAVÁ!
9.1.06
Pro dia nascer feliz!
Pois é. E chega 2006.
Com força, intenso, brilhante. Um dia que amanhece ensolarado.
Já chega ao som de U2, Beautiful Day - música que nos recepcionou na festa do Reveillon.
Já chega quebrando tudo, agitado que só, com altas emoções e diversos micro surtos (que talvez não sejam tão micros assim).
2006 chega com cara de ano devastador, avassalador, que vai passar rápido e deixar lembranças, é o ano de construir. Regido por Saturno (naõ entendo muito dessas coisas, mas dizem que um ano regido por Saturno para um nativo de Escorpião - eu! - é bom)
E é incrível... porque é o único ano que começa com uma iniciativa diferente da minha parte: não fiz promessas de ano novo. Fiz sim planos, mas nada de promessas. E meus planos são absolutamente reais, tangíveis e pé no chão. Até porque ano passado aprendi a viver o que eu tô vivendo, e não mais viver olhando pro passado e aguardando o futuro...
E aí isso tem tudo a ver com o dia que nasce. Já vi o dia nascer duas vezes esse ano... sendo que ele é inteiro prá mim simbolizado como um dia que nasce.
A primeira vez foi no final da festa de Reveillon, com bastante champagne na veia, ajoelhada no concreto venerando Alá e o dia que nascia na Baía de Guanabara, tentando assimilar toda a tonelada de novas informações após a festa. Foi lindo e emocionante.
Mas hoje cedo foi muito mais, eu diria, pleno e calmo. Estava eu dirigindo a caminho do meu treino no Ibira (hoje foi o primeiro dia) e quando olhei pro céu, lá estava, uma listrinha alaranjada, que logo foi se multiplicando. E a cada esquina que eu virava, parecia que surgiam mais listrinhas, muito rápido... É incrível como amanhece rápido. E é incrível a sensação de paz que dá conseguir contemplar o amanhecer quando seu dia está de fato começando, e não acabando (como nas outras vezes que observei o amanhecer). Dá um pique, uma vontade de amanhecer junto, de começar, de aquecer prá brilhar forte depois...
É isso, aquecer e brilhar forte. Amanhecer, nascer, começar...
Recomendo que todos observem o amanhecer, pro dia nascer feliz.
Com força, intenso, brilhante. Um dia que amanhece ensolarado.
Já chega ao som de U2, Beautiful Day - música que nos recepcionou na festa do Reveillon.
Já chega quebrando tudo, agitado que só, com altas emoções e diversos micro surtos (que talvez não sejam tão micros assim).
2006 chega com cara de ano devastador, avassalador, que vai passar rápido e deixar lembranças, é o ano de construir. Regido por Saturno (naõ entendo muito dessas coisas, mas dizem que um ano regido por Saturno para um nativo de Escorpião - eu! - é bom)
E é incrível... porque é o único ano que começa com uma iniciativa diferente da minha parte: não fiz promessas de ano novo. Fiz sim planos, mas nada de promessas. E meus planos são absolutamente reais, tangíveis e pé no chão. Até porque ano passado aprendi a viver o que eu tô vivendo, e não mais viver olhando pro passado e aguardando o futuro...
E aí isso tem tudo a ver com o dia que nasce. Já vi o dia nascer duas vezes esse ano... sendo que ele é inteiro prá mim simbolizado como um dia que nasce.
A primeira vez foi no final da festa de Reveillon, com bastante champagne na veia, ajoelhada no concreto venerando Alá e o dia que nascia na Baía de Guanabara, tentando assimilar toda a tonelada de novas informações após a festa. Foi lindo e emocionante.
Mas hoje cedo foi muito mais, eu diria, pleno e calmo. Estava eu dirigindo a caminho do meu treino no Ibira (hoje foi o primeiro dia) e quando olhei pro céu, lá estava, uma listrinha alaranjada, que logo foi se multiplicando. E a cada esquina que eu virava, parecia que surgiam mais listrinhas, muito rápido... É incrível como amanhece rápido. E é incrível a sensação de paz que dá conseguir contemplar o amanhecer quando seu dia está de fato começando, e não acabando (como nas outras vezes que observei o amanhecer). Dá um pique, uma vontade de amanhecer junto, de começar, de aquecer prá brilhar forte depois...
É isso, aquecer e brilhar forte. Amanhecer, nascer, começar...
Recomendo que todos observem o amanhecer, pro dia nascer feliz.
29.12.05
Recesso
Ó Legião Gigantesca de Leitores Assíduos a quem eu tanto devo o sucesso desse blog...
Vou ser feliz e já volto.
Aproveitem o Ano Novo de vocês e comecem com o pé direito.
Se quiserem me encontrar dia primeiro logo de manhã cedo, procurem em alguma sarjeta do Aterro do Flamengo.
Atenciosamente.
Vou ser feliz e já volto.
Aproveitem o Ano Novo de vocês e comecem com o pé direito.
Se quiserem me encontrar dia primeiro logo de manhã cedo, procurem em alguma sarjeta do Aterro do Flamengo.
Atenciosamente.
28.12.05
Ministério da Saúde adverte...
... sinceridade em excesso pode matar uma amizade.
(ou, a crônica de uma morte anunciada)
Fulano diz:
Você tá muito xarope.
Marix diz:
Yep, tô xarope sim. Mas é só com você, fica tranquilo que continuo simpática com o resto do mundo.
Fulano diz:
Entendi. Quem sabe dia desses a gente melhora.
Marix diz:
Sempre melhoramos, assim, como seres humanos. Só que uma das coisas q me arrependo é meu excesso de sinceridade e transparência. Isso não faz de mim uma pessoa melhor.
Fulano diz:
Vixi. Mesmo você nao querendo você é uma pessoa ótima. Desculpe te desapontar.
Marix diz:
É, escolheu a dedo a palavra no dicionário. Desapontamento.
Fulano diz:
Que bacana!
Marix diz:
Incrível como até nisso você me conhece.
Fulano diz:
São seus olhos.
Marix diz:
E foda como a falta de sinceridade pôde jogar uma amizade na lata do lixo.
Fulano diz:
Sério?
Marix diz:
Sério. Não é possível que você não tenha notado.
Marix diz:
Sábado quando te liguei queria te agradecer pela companhia em 2005, mas engasguei e preferi desligar.
Fulano diz:
Marix, desculpe mas acho que não deixei de ser sincero com você. Trata-se de uma situação naturalmente complicada, mas nada disso sugere que eu não te respeite, te admire e goste de você, como eu sempre senti.....espero que você entenda isso. Espero que saiba o quanto gosto de você. É só olhar pras coisas que fizemos esse ano.
Marix diz:
Eu entendo sua situação e sei que ela é naturalmente complicada. Quando olho para trás penso com pesar nas coisas boas que passamos e fico triste por pensar "onde é que viemos parar?". Mais uma vez, eu sinceramente (que ironia) acredito sim que faltou sinceridade. Mas eu realmente não quero discutir isso com você, muito menos pelo messenger. Também ñ vejo no horizonte uma situação onde possamos falar sobre isso. E também acho que talvez o esforço de ser sincera mais uma vez não compense. Por isso que prefiro que continue assim. Ou ao menos, que nos calemos, se é no silêncio que reside a sinceridade que precisamos.
Fulano diz:
Marix, pra mim não houve uma piora do que eu acho de você. E sinceramente (que ironia pra você), não acho que não fui sincero com você. Sempre tomei muito cuidado com isso. Também acho que não vai levar a conclusão por enquanto.
Marix diz:
Eu não espero de você que você ache q não tenha sido sincero comigo. De verdade. É difícil enxergar. Enfim, posso realmente e sinceramente, sem ironias, afirmar duas coisas: você foi um enooorme aprendizado para mim (principalmente porque agora me toquei que sinceridade em excesso pode ser defeito; e que preciso saber direitinho para quem vou dar a cara a bater - às vezes dói mais do que esperamos ou do que podemos suportar). E a segunda coisa é que, por ridículo e absurdo que pareça, continuo tendo uma puta duma consideração absurda por você. E dói muito para mim olhar para trás e ver onde chegamos.
Marix diz:
Trilha sonora sugerida, por enquanto: Walk away, Franz Ferdinand.
Marix diz:
Tenho que ir fazer umas coisas em casa, lavar louça, arrumar mala, etc. Depois falamos. (Ou não: continuo achando o silêncio como uma boa opção). Beijos.
Fulano diz:
Não sei onde chegamos Marix....sinto muito. Não tenho a menor intenção de deixar você triste ou de não engrandecer nossa historia.
Fulano diz:
Boas arrumações
Marix diz:
Putz, cara... é muito louco não enxergar falta de sinceridade e não saber onde chegamos...
Fulano diz:
Marix, tenha um ótimo final de dia pra você. Gosto muito de você.
Marix diz:
(com relação ao onde chegamos, só porque é mais rápido para esclarecer, não vejo realmente a curto prazo chances de sermos amigos, por mais que a consideração exista e q a falta seja grande)
Marix diz:
Té qualquer dia desses, Fulano.
Fulano diz:
Certo Marix. Seja como você quiser, mesmo porque não dá pra ser amigo de alguém que não quer.
E assim Inês é morta (ou: a farsa de Inês Pereira)
(ou, a crônica de uma morte anunciada)
Fulano diz:
Você tá muito xarope.
Marix diz:
Yep, tô xarope sim. Mas é só com você, fica tranquilo que continuo simpática com o resto do mundo.
Fulano diz:
Entendi. Quem sabe dia desses a gente melhora.
Marix diz:
Sempre melhoramos, assim, como seres humanos. Só que uma das coisas q me arrependo é meu excesso de sinceridade e transparência. Isso não faz de mim uma pessoa melhor.
Fulano diz:
Vixi. Mesmo você nao querendo você é uma pessoa ótima. Desculpe te desapontar.
Marix diz:
É, escolheu a dedo a palavra no dicionário. Desapontamento.
Fulano diz:
Que bacana!
Marix diz:
Incrível como até nisso você me conhece.
Fulano diz:
São seus olhos.
Marix diz:
E foda como a falta de sinceridade pôde jogar uma amizade na lata do lixo.
Fulano diz:
Sério?
Marix diz:
Sério. Não é possível que você não tenha notado.
Marix diz:
Sábado quando te liguei queria te agradecer pela companhia em 2005, mas engasguei e preferi desligar.
Fulano diz:
Marix, desculpe mas acho que não deixei de ser sincero com você. Trata-se de uma situação naturalmente complicada, mas nada disso sugere que eu não te respeite, te admire e goste de você, como eu sempre senti.....espero que você entenda isso. Espero que saiba o quanto gosto de você. É só olhar pras coisas que fizemos esse ano.
Marix diz:
Eu entendo sua situação e sei que ela é naturalmente complicada. Quando olho para trás penso com pesar nas coisas boas que passamos e fico triste por pensar "onde é que viemos parar?". Mais uma vez, eu sinceramente (que ironia) acredito sim que faltou sinceridade. Mas eu realmente não quero discutir isso com você, muito menos pelo messenger. Também ñ vejo no horizonte uma situação onde possamos falar sobre isso. E também acho que talvez o esforço de ser sincera mais uma vez não compense. Por isso que prefiro que continue assim. Ou ao menos, que nos calemos, se é no silêncio que reside a sinceridade que precisamos.
Fulano diz:
Marix, pra mim não houve uma piora do que eu acho de você. E sinceramente (que ironia pra você), não acho que não fui sincero com você. Sempre tomei muito cuidado com isso. Também acho que não vai levar a conclusão por enquanto.
Marix diz:
Eu não espero de você que você ache q não tenha sido sincero comigo. De verdade. É difícil enxergar. Enfim, posso realmente e sinceramente, sem ironias, afirmar duas coisas: você foi um enooorme aprendizado para mim (principalmente porque agora me toquei que sinceridade em excesso pode ser defeito; e que preciso saber direitinho para quem vou dar a cara a bater - às vezes dói mais do que esperamos ou do que podemos suportar). E a segunda coisa é que, por ridículo e absurdo que pareça, continuo tendo uma puta duma consideração absurda por você. E dói muito para mim olhar para trás e ver onde chegamos.
Marix diz:
Trilha sonora sugerida, por enquanto: Walk away, Franz Ferdinand.
Marix diz:
Tenho que ir fazer umas coisas em casa, lavar louça, arrumar mala, etc. Depois falamos. (Ou não: continuo achando o silêncio como uma boa opção). Beijos.
Fulano diz:
Não sei onde chegamos Marix....sinto muito. Não tenho a menor intenção de deixar você triste ou de não engrandecer nossa historia.
Fulano diz:
Boas arrumações
Marix diz:
Putz, cara... é muito louco não enxergar falta de sinceridade e não saber onde chegamos...
Fulano diz:
Marix, tenha um ótimo final de dia pra você. Gosto muito de você.
Marix diz:
(com relação ao onde chegamos, só porque é mais rápido para esclarecer, não vejo realmente a curto prazo chances de sermos amigos, por mais que a consideração exista e q a falta seja grande)
Marix diz:
Té qualquer dia desses, Fulano.
Fulano diz:
Certo Marix. Seja como você quiser, mesmo porque não dá pra ser amigo de alguém que não quer.
E assim Inês é morta (ou: a farsa de Inês Pereira)
27.12.05
Sugestões de Leituras
A-do-ro ler.
Muito.
Literatura do mais variado tipo...
Agradeço aos meus pais por me incentivarem desde pequena a entrar no mundo mágico dos livros e das letrinhas.
Agradeço ao meu irmão por, hoje em dia, ser quem mais me dá livros. Infelizmente, no entanto, não consigo ler quando estou em aulas, ler literatura por lazer. Leio muito, sim, mas assuntos relacionados à pós.
Enfim, o fato é que acumulei livros de aniversário e de Natal e agora tenho 6 livros para ler até o começo das aulas, dia 13/fevereiro. Não é muito, é fato, principalmente para quem gosta de ler. Mas no meu 2006 de mudanças de perspectivas vou abrir mão de umas baladas externas para fazer baladas internas, mergulhos na ficção literária.
Então vamos lá... parando com as enrolações, seguem as sugestões (adoro fazer rimas baratas)
- Amor Líquido: ganhei de aniversário do meu querido amigo Antônio. Ele diz que é preu ler para entender mais as coisas dessa vida amorosa sentimental cheia de altos e baixos que eu tenho. É a visão de um sociólogo austríaco sobre as relações amorosas hoje em dia. Ainda não tive coragem de abrir nem a primeira página...
- Os Cus de Judas: Livro de uma internacionalista para outra internacionalista, também de aniversário. Escritor português que fala sobre a guerra de independência em Angola. Super bem cotado nos corredores da Flip e em rodinhas restritas de pseudo-intelectuais-puquianos-internacionalistas. É nóis!
- As Intermitências da Morte: Preciso me aprimorar no quesito Saramago, sem dúvida nenhuma. E aí que a amiga desaparecida que vem reaparecendo aos poucos me deu de aniversário García Marquez, Memórias de Minhas Putas Tristes. Mas esse eu já tinha lido em janeiro de 2005, o Edudu me deu de Natal a versão em español: Memórias de mis putas tristes. Daí eu troquei pelo Saramago. Ele tá em algum lugar na pilha de livros da minha escrivaninha, mas será a próxima vítima desse verão. Do Saramago antes eu só tinha lido A Bagagem do Viajante, livro de observações ásperas sobre situações sociais comuns a todos os que... convivem em sociedade! Esse livro desenvolveu em mim, digamos, um "superego Saramago" que, além do meu próprio superego, olha para mim de cima para baixo e fala: Mariana! Você realmente consegue ser babaca quando quer, né?
- Os Amores Difíceis: essa história é loucura. Eu ADORO Ítalo Calvino, MESMO. Daí sábado dia 17 estava eu comendo às duas da manhã no Joakins com a Robi, trocando bizarras confidências oníricas, e ela me recomendou esse livro. Daí uma semana depois, ganhei esse livro de Natal. Adoro Ítalo Calvino. Acho que vou repetir para sempre essa frase.
- O Círculo Fechado: ano passado no meu aniversário o Edudu (sempre ele) me deu um livro chamado Bem-Vindo ao Clube, de um escritor britânico expoente da literatura contemporânea, e que foi aclamado pela crítica na Flip de 2004, chamado Jonathan Coe. Nesse livro, o Edudu escreveu a mais linda dedicatória que alguém já poderia ter escrito nessa vida para mim. E a história do Bem-vindo ao Clube é a história de um grupo de amigos na Birmingham na década de 70. Nessa história tem um monte de fatores para uma ótima narrativa: grupo de adolescentes que descobre os cigarros, as bebidas e os amores e que escreve os jornal da escola; pais desses amigos que brigam entre si, porque um é diretor da indústria local e o outro é presidente do sindicato; atentado do IRA num Pub que mata o namorado da irmã de um dos caras da turma; férias em família numa praia na Dinamarca; ascensão da Thatcher no cenário político britânico; entre milhares de outras coisas. O autor define o Bem-vindo ao Clube como a descoberta do fim da inocência. Já o Circulo Fechado é a continuação dessa história, com os mesmos personagens, mas se passa em Londres e na época entre 1999 e 2003. Todos da turma já estão trintões-quase-quarentões, alguns casados, outros não, todos encaminhados profissionalmente, o Blair tomou o poder, e a invasão do Iraque está prestes a acontecer. O Jonathan Coe diz que o Circulo Fechado é a descoberta da maturidade e da melancolia. Então tá. Ontem comecei a ler esse livro... fui dormir às 2 da matina, tendo lido quase 100 páginas numa tacada só.
- O Sangue da Terra: em 1999 tava passeando por uma livraria e vi um livro com uma capinha engraçadinha. Se chamava A Viagem de Théo. Devo confessar que capinhas engraçadinhas e coloridinhas me atraem. Mas daí peguei, como sempre pego, para ler o verso do livro, as orebinhas do livro, e o primeiro capítulo do livro. E era um livro sobre um menino que viajava e conhecia religiões do mundo. Foi esse livro que me abriu para o tema da teologia e que me inspirou a estudar isso sozinha. Daí eu aprendi muuuuuuito e posso dizer que hoje em dia sigo uma religião só minha, que eu inventei com o que eu aprendi. O Sangue da Terra tem como subtítulo "A Outra Viagem de Théo". Dessa vez o Théo já está crescidinho e trabalha na Médicos sem Fronteira, e o tema que ele vai fazer ele viajar o mundo agora é o desenvolvimento sustentável, o meio-ambiente, e como as diferentes religiões enxergam o meio-ambiente. Tô pronta para embarcar em mais uma deliciosa viagem da dona Cathérine Clèment, antropóloga francesa autora dos dois livros.
Tô pronta também para mais uma férias com viagem literária - com a diferença que dessa vez não será uma férias propriamente dita... mas enfim, mesmo assim life goes on.
Muito.
Literatura do mais variado tipo...
Agradeço aos meus pais por me incentivarem desde pequena a entrar no mundo mágico dos livros e das letrinhas.
Agradeço ao meu irmão por, hoje em dia, ser quem mais me dá livros. Infelizmente, no entanto, não consigo ler quando estou em aulas, ler literatura por lazer. Leio muito, sim, mas assuntos relacionados à pós.
Enfim, o fato é que acumulei livros de aniversário e de Natal e agora tenho 6 livros para ler até o começo das aulas, dia 13/fevereiro. Não é muito, é fato, principalmente para quem gosta de ler. Mas no meu 2006 de mudanças de perspectivas vou abrir mão de umas baladas externas para fazer baladas internas, mergulhos na ficção literária.
Então vamos lá... parando com as enrolações, seguem as sugestões (adoro fazer rimas baratas)
- Amor Líquido: ganhei de aniversário do meu querido amigo Antônio. Ele diz que é preu ler para entender mais as coisas dessa vida amorosa sentimental cheia de altos e baixos que eu tenho. É a visão de um sociólogo austríaco sobre as relações amorosas hoje em dia. Ainda não tive coragem de abrir nem a primeira página...
- Os Cus de Judas: Livro de uma internacionalista para outra internacionalista, também de aniversário. Escritor português que fala sobre a guerra de independência em Angola. Super bem cotado nos corredores da Flip e em rodinhas restritas de pseudo-intelectuais-puquianos-internacionalistas. É nóis!
- As Intermitências da Morte: Preciso me aprimorar no quesito Saramago, sem dúvida nenhuma. E aí que a amiga desaparecida que vem reaparecendo aos poucos me deu de aniversário García Marquez, Memórias de Minhas Putas Tristes. Mas esse eu já tinha lido em janeiro de 2005, o Edudu me deu de Natal a versão em español: Memórias de mis putas tristes. Daí eu troquei pelo Saramago. Ele tá em algum lugar na pilha de livros da minha escrivaninha, mas será a próxima vítima desse verão. Do Saramago antes eu só tinha lido A Bagagem do Viajante, livro de observações ásperas sobre situações sociais comuns a todos os que... convivem em sociedade! Esse livro desenvolveu em mim, digamos, um "superego Saramago" que, além do meu próprio superego, olha para mim de cima para baixo e fala: Mariana! Você realmente consegue ser babaca quando quer, né?
- Os Amores Difíceis: essa história é loucura. Eu ADORO Ítalo Calvino, MESMO. Daí sábado dia 17 estava eu comendo às duas da manhã no Joakins com a Robi, trocando bizarras confidências oníricas, e ela me recomendou esse livro. Daí uma semana depois, ganhei esse livro de Natal. Adoro Ítalo Calvino. Acho que vou repetir para sempre essa frase.
- O Círculo Fechado: ano passado no meu aniversário o Edudu (sempre ele) me deu um livro chamado Bem-Vindo ao Clube, de um escritor britânico expoente da literatura contemporânea, e que foi aclamado pela crítica na Flip de 2004, chamado Jonathan Coe. Nesse livro, o Edudu escreveu a mais linda dedicatória que alguém já poderia ter escrito nessa vida para mim. E a história do Bem-vindo ao Clube é a história de um grupo de amigos na Birmingham na década de 70. Nessa história tem um monte de fatores para uma ótima narrativa: grupo de adolescentes que descobre os cigarros, as bebidas e os amores e que escreve os jornal da escola; pais desses amigos que brigam entre si, porque um é diretor da indústria local e o outro é presidente do sindicato; atentado do IRA num Pub que mata o namorado da irmã de um dos caras da turma; férias em família numa praia na Dinamarca; ascensão da Thatcher no cenário político britânico; entre milhares de outras coisas. O autor define o Bem-vindo ao Clube como a descoberta do fim da inocência. Já o Circulo Fechado é a continuação dessa história, com os mesmos personagens, mas se passa em Londres e na época entre 1999 e 2003. Todos da turma já estão trintões-quase-quarentões, alguns casados, outros não, todos encaminhados profissionalmente, o Blair tomou o poder, e a invasão do Iraque está prestes a acontecer. O Jonathan Coe diz que o Circulo Fechado é a descoberta da maturidade e da melancolia. Então tá. Ontem comecei a ler esse livro... fui dormir às 2 da matina, tendo lido quase 100 páginas numa tacada só.
- O Sangue da Terra: em 1999 tava passeando por uma livraria e vi um livro com uma capinha engraçadinha. Se chamava A Viagem de Théo. Devo confessar que capinhas engraçadinhas e coloridinhas me atraem. Mas daí peguei, como sempre pego, para ler o verso do livro, as orebinhas do livro, e o primeiro capítulo do livro. E era um livro sobre um menino que viajava e conhecia religiões do mundo. Foi esse livro que me abriu para o tema da teologia e que me inspirou a estudar isso sozinha. Daí eu aprendi muuuuuuito e posso dizer que hoje em dia sigo uma religião só minha, que eu inventei com o que eu aprendi. O Sangue da Terra tem como subtítulo "A Outra Viagem de Théo". Dessa vez o Théo já está crescidinho e trabalha na Médicos sem Fronteira, e o tema que ele vai fazer ele viajar o mundo agora é o desenvolvimento sustentável, o meio-ambiente, e como as diferentes religiões enxergam o meio-ambiente. Tô pronta para embarcar em mais uma deliciosa viagem da dona Cathérine Clèment, antropóloga francesa autora dos dois livros.
Tô pronta também para mais uma férias com viagem literária - com a diferença que dessa vez não será uma férias propriamente dita... mas enfim, mesmo assim life goes on.
23.12.05
Closing Time...
...Every new begging comes from some other begging's end.
Todo santo ano eu faço aquele balancete básico, no final do ano, como se fosse o planejamento estratégico de uma empresa para identificar as deficiências a serem modificadas e as qualidades a serem mantidas, além de definir lacunas a serem preenchidas.
(Sim, assumo: esse último parágrafo é um oferecimento de... Fundação Getulio Vargas! A melhor opção para a sua pós graduação!)
(hehehe, ô GV, dá uns royalties aí para mim, vai?)
Mas esse ano posso dizer que está sendo um puta dum final de ano do caralho. Pensando, assim, de leve, tudo o que passei no ano... e as ótimas perspectivas para 2006. Odeio falar palavrão e acho que não combina com essa minha vozinha de menininha pequenina que eu tenho, mas para esse ano final de ano tô com vontade de gritar para todos os cantos, e para todo mundo ouvir: sim, esse está sendo um puta de um final de ano do caralho e desejo pau no cú de todos os que jogaram urucubaca contra a minha pessoa em 2005. Essas pessoas, essas sim, que desejaram mal para mim se fuderam e foi bem fudidas mesmo.
Ok, agora que eu já liberei tudo o que eu tinha para liberar, "a nível de" palavrão (acho o máximo utilizar o termo "a nível de", ainda mais entre aspas, dá um ar medíocre-intelectualizado-cometendo-gafes-gramaticais que eu adoro, do mesmo jeito que eu adoro aquele ar de decadência-chic do Hotel Cambridge em São Paulo e do Hotel Tropical em Salvador), queria apenas agradecer aos bons amigos que estiveram do meu lado.
(aaahhhhhh deus! Eu sou piegas mesmo! E meu blog é um blog-diarinho mesmo!)
(aliás, uma meta para 2006, fazer desse um blog menos diarinho e mais cronista)
Enfim, posso considerar 2005 um ano de vitórias. Ele começou com cara de ponto de interrogação, aquela coisa "há vida além dos muros da PUC?", aquela coisa "gotta find a decent job urgently", aquela coisa "gonna miss my neighbours Oscar Girls a lot", aquela coisa "quero o cigarro no corredor na PUC", aquela coisa "o que será do meu dezembro sem o MONU?", aquela coisa "o que eu vou escrever no meu discurso de oradora da turma?".
E aos poucos tudo foi se resolvendo... um ano de encaixes e ajustes esse foi. E agora colho os louros desse ano.
Que teve Weezer em Curitiba e Kings of Leon e Strokes no Anhembi e Lenny Kravitz no Pacaembú; que teve GV e IBM e muita gente nova no meio do caminho; que teve manutenção dos amigos de sempre e muitos amigos novos; que teve a mais animal das animais casas em Campos em Corpus Christi; que teve a entrada do "Mundo Onírico" na minha vida; que teve incessante troca de emails com Ms. Querolaina durante as tardes; que teve a alta da minha mãe e a cura total do câncer dela, após cinco anos; que teve cafés com Cá Ferrini, muitos; que teve milhões de divertidíssimas conferências via messenger sobre os mais diversos assuntos; que teve gravidez da minha prima e casório da minha amiga, a primeira da faculdade a casar; que teve finais de semana em Campinas e, bem, ano novo em 25 de janeiro na Riviera; que teve o primeiro e talvez o último e único telefonema que recebi diretamente de Kathmandú, Nepal, no meu aniversário; que teve muito estudo de matemática financeira; que teve reencontro das Descontroladas em um louco muito louco final de semana em Julho; que teve jantares às quartas semanalmente com a galera do barulho (se é que posso falar assim da minha vó, minha tia, meu tio); que teve Tricolor Tricampeão do Mundo e das Libertadores; que teve Riviera, Fanfarrini Ranch, Itupeva City, Campinas, Curitiba, Tabatinga - Caraguatatuba, Campos do Jordão e Salvador como sendo meus destinos prediletos do ano; que teve um irmão lindo do meu lado para sempre pro que der e vier; que teve inclusive, conquistinhas financeiras que são pequenas mas que para mim são fantásticas, e não dá para negar a satisfação de se realizar financeiramente também; que teve maravilhosas leituras no correr do ano, e eu particularmente recomendo minhas duas primeiras leituras do ano: "Bem vindo ao Clube" e "A mãe da mãe da sua mãe e suas filhas", além óbvio do meu futuro marido Mr. Potter, Harry Potter; que teve mudança total de paradigma: sim, é possível ser amigo muito amigo de uma pessoa que trabalha com você; que teve fotinho com o Fábio Assunção, esse também, meu futuro marido (Mari Flammes de codinome Dona Flor); aiai, enfim...
Um ano desses termina comme il fault.
De um jeito MUITO bom.
Com muitas comemorações e celebrações.
Com mais conquistas.
Com planos.
Com ótimas perspectivas.
Todo santo ano eu faço aquele balancete básico, no final do ano, como se fosse o planejamento estratégico de uma empresa para identificar as deficiências a serem modificadas e as qualidades a serem mantidas, além de definir lacunas a serem preenchidas.
(Sim, assumo: esse último parágrafo é um oferecimento de... Fundação Getulio Vargas! A melhor opção para a sua pós graduação!)
(hehehe, ô GV, dá uns royalties aí para mim, vai?)
Mas esse ano posso dizer que está sendo um puta dum final de ano do caralho. Pensando, assim, de leve, tudo o que passei no ano... e as ótimas perspectivas para 2006. Odeio falar palavrão e acho que não combina com essa minha vozinha de menininha pequenina que eu tenho, mas para esse ano final de ano tô com vontade de gritar para todos os cantos, e para todo mundo ouvir: sim, esse está sendo um puta de um final de ano do caralho e desejo pau no cú de todos os que jogaram urucubaca contra a minha pessoa em 2005. Essas pessoas, essas sim, que desejaram mal para mim se fuderam e foi bem fudidas mesmo.
Ok, agora que eu já liberei tudo o que eu tinha para liberar, "a nível de" palavrão (acho o máximo utilizar o termo "a nível de", ainda mais entre aspas, dá um ar medíocre-intelectualizado-cometendo-gafes-gramaticais que eu adoro, do mesmo jeito que eu adoro aquele ar de decadência-chic do Hotel Cambridge em São Paulo e do Hotel Tropical em Salvador), queria apenas agradecer aos bons amigos que estiveram do meu lado.
(aaahhhhhh deus! Eu sou piegas mesmo! E meu blog é um blog-diarinho mesmo!)
(aliás, uma meta para 2006, fazer desse um blog menos diarinho e mais cronista)
Enfim, posso considerar 2005 um ano de vitórias. Ele começou com cara de ponto de interrogação, aquela coisa "há vida além dos muros da PUC?", aquela coisa "gotta find a decent job urgently", aquela coisa "gonna miss my neighbours Oscar Girls a lot", aquela coisa "quero o cigarro no corredor na PUC", aquela coisa "o que será do meu dezembro sem o MONU?", aquela coisa "o que eu vou escrever no meu discurso de oradora da turma?".
E aos poucos tudo foi se resolvendo... um ano de encaixes e ajustes esse foi. E agora colho os louros desse ano.
Que teve Weezer em Curitiba e Kings of Leon e Strokes no Anhembi e Lenny Kravitz no Pacaembú; que teve GV e IBM e muita gente nova no meio do caminho; que teve manutenção dos amigos de sempre e muitos amigos novos; que teve a mais animal das animais casas em Campos em Corpus Christi; que teve a entrada do "Mundo Onírico" na minha vida; que teve incessante troca de emails com Ms. Querolaina durante as tardes; que teve a alta da minha mãe e a cura total do câncer dela, após cinco anos; que teve cafés com Cá Ferrini, muitos; que teve milhões de divertidíssimas conferências via messenger sobre os mais diversos assuntos; que teve gravidez da minha prima e casório da minha amiga, a primeira da faculdade a casar; que teve finais de semana em Campinas e, bem, ano novo em 25 de janeiro na Riviera; que teve o primeiro e talvez o último e único telefonema que recebi diretamente de Kathmandú, Nepal, no meu aniversário; que teve muito estudo de matemática financeira; que teve reencontro das Descontroladas em um louco muito louco final de semana em Julho; que teve jantares às quartas semanalmente com a galera do barulho (se é que posso falar assim da minha vó, minha tia, meu tio); que teve Tricolor Tricampeão do Mundo e das Libertadores; que teve Riviera, Fanfarrini Ranch, Itupeva City, Campinas, Curitiba, Tabatinga - Caraguatatuba, Campos do Jordão e Salvador como sendo meus destinos prediletos do ano; que teve um irmão lindo do meu lado para sempre pro que der e vier; que teve inclusive, conquistinhas financeiras que são pequenas mas que para mim são fantásticas, e não dá para negar a satisfação de se realizar financeiramente também; que teve maravilhosas leituras no correr do ano, e eu particularmente recomendo minhas duas primeiras leituras do ano: "Bem vindo ao Clube" e "A mãe da mãe da sua mãe e suas filhas", além óbvio do meu futuro marido Mr. Potter, Harry Potter; que teve mudança total de paradigma: sim, é possível ser amigo muito amigo de uma pessoa que trabalha com você; que teve fotinho com o Fábio Assunção, esse também, meu futuro marido (Mari Flammes de codinome Dona Flor); aiai, enfim...
Um ano desses termina comme il fault.
De um jeito MUITO bom.
Com muitas comemorações e celebrações.
Com mais conquistas.
Com planos.
Com ótimas perspectivas.
19.12.05
Cansaço de fim de ano
Pois é... agora que meu blog assumiu uma vez por todas, sem disfarce nem nada, sua característica diarinho, gostaria de dividir aqui meu final de semana de acontecimentos intensos do começo ao fim.
Nem sei por onde começar, na verdade. De tantas coisas que aconteceram.
Nem sei por onde começar, na verdade. De tantas coisas que aconteceram.
16.12.05
Cartas, Crônicas e Despedidas
O objetivo desse blog em primeiríssimo lugar era que ele não virasse um blog-diarinho. Queria muito fazer um blog onde eu conseguisse simplesmente fazer que coisas muito comuns e muitos cotidianas se transformassem em crônicas.
Mas é difícil. Nessas horas sacamos como somos egocêntricos... nossa inspiração, via de regra, é nós mesmos. (ps.: a concordância está correta... não é nós somos, e sim a inspiração é)
Mas hoje em dia tá difícil não escrever blog-diarinho. E, aliás, reparei que todos os meus posts anteriores são... posts-de-blog-diarinho! Aiai, such a pity!
Só queria deixar aqui registrado que há um mês mais ou menos escrevi um texto que eu adoraria publicar nesse espaço, por eu considerar uma "quase obra prima", feita com muito muito carinho mesmo. Chama-se "Sobre conversas intermináveis", que eu acho que é uma crônica mas na verdade é uma carta. Uma carta que eu escrevi em forma de crônica para fugir ao máximo da pieguisse. Outro dia, aliás, concluí que eu sou de fato uma pessoa muuuuito piegas - se eu não fosse piegas, não fugiria da pieguisse com tanto afinco quanto eu fujo normalmente.
Essa crônica-carta, eu escrevi pensando na amizade mais louca e intensa e especial que ganhei de presente desse ano de 2005. Dei a ele de presente de aniversário, junto com o DVD dos Pixies que ele tanto queria (não publico a carta-crônica inteira, aliás, porque vai que ele frequenta meu blog...). Resumidamente deu merda na brincadeira toda quando mudei o sentimento de "exclusivamente amizade" que tinha por ele. Sei lá, esse deve ter sido o início das merdas que deu, porque quando dá merda em alguma coisa a merda nunca é unilateral. Assim como não dá para ter um relacionamento unilateral.
Mas não é do relacionamento que eu queria falar aqui, nem de merdas na vida.
Queria fazer uma propagandinha. É que eu ameeei tanto a carta que escrevi para ele que encuquei que tinha que ter uma cópia dessa carta para mim, e tratá-la como se fosse minha primeira filhota. E daí não posso publicar ela inteira aqui, mas posso dizer que tenho quase uma ligação à base de cordão umbilical com essa carta.
Sábado há um tempo, quando escrevi ela, fiz o melhor ambiente possível que pudesse inspirar uma carta. Até lapiseira nova comprei! Tomei banhão, fiquei cheirosa, feliz com meu cabelo limpinho e fresquinho na nuca, coloquei regata, shorts e havaianas, abri tooooda a janela pro vento e pro sol serem bem-vindos no meu quarto, liguei meu Belle and Sebastian novo no som, grafite 0.5 2B (delícia!) e comecei. E as palavras saíam tão naturalmente que parecia que eu tinha essa carta na cabeça há muito tempo. Como seu eu fosse capaz de escrever uma carta sem pensar nela, como se ela estivesse lá há muito tempo. Esperando alguém aparecer para que ela pudesse se voltar totalmente à essa pessoa e sair macia, mãos cheirosas e grafite levinho.
Num sábado à tarde de feriado de 15 de novembro não achei um xerox para que eu pudesse tirar uma cópia da carta para mim. E fiquei com isso encucado na cabeça, o mantra da cópia "quero uma cópia dessa carta para mim, quero uma cópia dessa carta para mim, quero uma cópia dessa carta para mim". E todas as vezes que eu falava e/ou encontrava o novo dono da carta, pedia, implorava, por uma cópia da carta. Com uma pitada de ciumes de ele segurar com tanta propriedade minha primeira... filha!
Daí deu a MM (Merda Maior), estopim para uma decisão um tanto quanto radical - essa sim, unilateral - da minha parte. E ficou a dor, ele tinha ainda 100% de propriedade sobre a carta. A dor foi muito maior quando tive que ligar para ele e, depois, encontrá-lo (tinha que ter deixado na portaria!! Não era preu ter subido, caramba!) para pegar essa carta.
Mas enfim... agora tenho a carta! E sem dúvida o esforço valeu a pena. Tenho novamente propriedade sobre minha queridinha "obra-prima". Quem quiser uma cópia, entre em contato por email com uma boa razão preu te mandar a carta. Se a razão não for boa o suficiente, bodeia.
Ele prometeu que faria a análise grafológica das mensagens que minha grafia mandou nas entrelinhas na crônica. Cética que estou (note: estar é diferente de ser; acho que jamais seria cética, como um estado permanente, mas posso dizer que com relação a esse cara em específico tenho estado bem cética, como um estado provisório, até que alguma hora eu deixe de ter sentimentos e sensações por ele, e daí o ceticismo será substituído pela indiferença), sei que promessa ele faz muito bem - e sabia me encantar com cada uma das suas promessas. Mas cumprir a promessa, normalmente, bem, normalmente isso não ocorre. Então, enfim, desencanei da análise grafológica já.
ps.: A-DO-REI ter sido piegas nesse post! Acho que eu tava precisando extravasar assim, com vontade, toda a pieguisse contida em mim nesse final de ano bizarro.
(Aguardem mais posts piegas semana que vem, já que "and so this is Christmas")
Mas é difícil. Nessas horas sacamos como somos egocêntricos... nossa inspiração, via de regra, é nós mesmos. (ps.: a concordância está correta... não é nós somos, e sim a inspiração é)
Mas hoje em dia tá difícil não escrever blog-diarinho. E, aliás, reparei que todos os meus posts anteriores são... posts-de-blog-diarinho! Aiai, such a pity!
Só queria deixar aqui registrado que há um mês mais ou menos escrevi um texto que eu adoraria publicar nesse espaço, por eu considerar uma "quase obra prima", feita com muito muito carinho mesmo. Chama-se "Sobre conversas intermináveis", que eu acho que é uma crônica mas na verdade é uma carta. Uma carta que eu escrevi em forma de crônica para fugir ao máximo da pieguisse. Outro dia, aliás, concluí que eu sou de fato uma pessoa muuuuito piegas - se eu não fosse piegas, não fugiria da pieguisse com tanto afinco quanto eu fujo normalmente.
Essa crônica-carta, eu escrevi pensando na amizade mais louca e intensa e especial que ganhei de presente desse ano de 2005. Dei a ele de presente de aniversário, junto com o DVD dos Pixies que ele tanto queria (não publico a carta-crônica inteira, aliás, porque vai que ele frequenta meu blog...). Resumidamente deu merda na brincadeira toda quando mudei o sentimento de "exclusivamente amizade" que tinha por ele. Sei lá, esse deve ter sido o início das merdas que deu, porque quando dá merda em alguma coisa a merda nunca é unilateral. Assim como não dá para ter um relacionamento unilateral.
Mas não é do relacionamento que eu queria falar aqui, nem de merdas na vida.
Queria fazer uma propagandinha. É que eu ameeei tanto a carta que escrevi para ele que encuquei que tinha que ter uma cópia dessa carta para mim, e tratá-la como se fosse minha primeira filhota. E daí não posso publicar ela inteira aqui, mas posso dizer que tenho quase uma ligação à base de cordão umbilical com essa carta.
Sábado há um tempo, quando escrevi ela, fiz o melhor ambiente possível que pudesse inspirar uma carta. Até lapiseira nova comprei! Tomei banhão, fiquei cheirosa, feliz com meu cabelo limpinho e fresquinho na nuca, coloquei regata, shorts e havaianas, abri tooooda a janela pro vento e pro sol serem bem-vindos no meu quarto, liguei meu Belle and Sebastian novo no som, grafite 0.5 2B (delícia!) e comecei. E as palavras saíam tão naturalmente que parecia que eu tinha essa carta na cabeça há muito tempo. Como seu eu fosse capaz de escrever uma carta sem pensar nela, como se ela estivesse lá há muito tempo. Esperando alguém aparecer para que ela pudesse se voltar totalmente à essa pessoa e sair macia, mãos cheirosas e grafite levinho.
Num sábado à tarde de feriado de 15 de novembro não achei um xerox para que eu pudesse tirar uma cópia da carta para mim. E fiquei com isso encucado na cabeça, o mantra da cópia "quero uma cópia dessa carta para mim, quero uma cópia dessa carta para mim, quero uma cópia dessa carta para mim". E todas as vezes que eu falava e/ou encontrava o novo dono da carta, pedia, implorava, por uma cópia da carta. Com uma pitada de ciumes de ele segurar com tanta propriedade minha primeira... filha!
Daí deu a MM (Merda Maior), estopim para uma decisão um tanto quanto radical - essa sim, unilateral - da minha parte. E ficou a dor, ele tinha ainda 100% de propriedade sobre a carta. A dor foi muito maior quando tive que ligar para ele e, depois, encontrá-lo (tinha que ter deixado na portaria!! Não era preu ter subido, caramba!) para pegar essa carta.
Mas enfim... agora tenho a carta! E sem dúvida o esforço valeu a pena. Tenho novamente propriedade sobre minha queridinha "obra-prima". Quem quiser uma cópia, entre em contato por email com uma boa razão preu te mandar a carta. Se a razão não for boa o suficiente, bodeia.
Ele prometeu que faria a análise grafológica das mensagens que minha grafia mandou nas entrelinhas na crônica. Cética que estou (note: estar é diferente de ser; acho que jamais seria cética, como um estado permanente, mas posso dizer que com relação a esse cara em específico tenho estado bem cética, como um estado provisório, até que alguma hora eu deixe de ter sentimentos e sensações por ele, e daí o ceticismo será substituído pela indiferença), sei que promessa ele faz muito bem - e sabia me encantar com cada uma das suas promessas. Mas cumprir a promessa, normalmente, bem, normalmente isso não ocorre. Então, enfim, desencanei da análise grafológica já.
ps.: A-DO-REI ter sido piegas nesse post! Acho que eu tava precisando extravasar assim, com vontade, toda a pieguisse contida em mim nesse final de ano bizarro.
(Aguardem mais posts piegas semana que vem, já que "and so this is Christmas")
6.12.05
Infidelidade estética
Continuando minha sessão "vida fútil", vou contar que aprendi esse final de semana que frequentar o mesmo cabeleleiro há dez anos não tá com nada. Está certo que elas lá me tratam como seu eu já fosse de casa, sabem todas as histórias da minha vida, e eu sei o nome de cada um dos filhos delas assim como elas sabem toda a minha rotina, horário de trabalho, dias de pós, dias de terapia... sabem também meu esmalte preferido e sabem que estou estressada quando as unhas quebram fácil ou quando meu cabelo tá horrível.
Mas tive uma nova experiência em agosto que repeti esse final de semana: frequentei outro salão de beleza!!
Qual a vantagem de mudar de salão de beleza??
Vamos lá... as cabeleleiras do novo salão te tratam como rainha, para vc virar freguesa lá para sempre, e as do velho salão vão deixar de ter aquela relação rotineira e acomodada com vc para tbm te tratar como rainha. Serve de chacoalhão nas antigas, como dizendo "acordem que vcs não são as únicas nesse mundo".
E o edo delas fica picado, mexido, detonado... enquanto que elas fazem de tudo pro meu ficar o melhor possível.
Por isso recomendo para quem tiver em fase "vida futil", que troque de cabeleleiro, que promova a infidelidade estética! Deve ser o único tipo de fidelidade do qual todos saem ganhando!
Mas tive uma nova experiência em agosto que repeti esse final de semana: frequentei outro salão de beleza!!
Qual a vantagem de mudar de salão de beleza??
Vamos lá... as cabeleleiras do novo salão te tratam como rainha, para vc virar freguesa lá para sempre, e as do velho salão vão deixar de ter aquela relação rotineira e acomodada com vc para tbm te tratar como rainha. Serve de chacoalhão nas antigas, como dizendo "acordem que vcs não são as únicas nesse mundo".
E o edo delas fica picado, mexido, detonado... enquanto que elas fazem de tudo pro meu ficar o melhor possível.
Por isso recomendo para quem tiver em fase "vida futil", que troque de cabeleleiro, que promova a infidelidade estética! Deve ser o único tipo de fidelidade do qual todos saem ganhando!
2.12.05
Dias Fúteis
Pois é, me dei ao direito de ter dias fúteis.
Posso dizer sem sombra de dúvida que não ficarei com peso na consciência.
Sábado caiu no meu copo a última e derradeira gota d'água, que teve o poder fantástico e deslumbrante de virar o copo e fazer tudo transbordar. Desde então, descobri que agora minha fase é parar com todas as crises existenciais para viver assim, anestesiada, futil, serena, sem preocupações.
Ó amigos que conhecem minha versão mais profunda e mais em crise, por favor não me condenem. Mereço dias de poucas preocupações.
E hoje em dia meu panorama é assim: as coisas no trabalho fluem na santa paz, na GV o mundo cai mas eu tenho dado conta, e minhas três principais preocupações são:
- quando começa o treino do grupo de corrida no Ibirapuera?
- com que roupa eu vou pro samba que vc me convidou? (mais especificamente, prá puuuuuta festa de Reveillon q vc me convidou?)
- como faremos para trocar o Camaleão pelo Coruja e Me Abraça no carnaval?
Nada pseudo intelectualizado.
Nada profundo.
Nada inteligente.
Nada existencial.
Simplesmente vivendo as delícias da vida comum de uma pessoa medíocre... e por mais que eu critique os medíocres que me cercam, faz bem também viver sem preocupações.
Parece que fica tudo tão mais fácil, é um descanso da mente.
Posso dizer sem sombra de dúvida que não ficarei com peso na consciência.
Sábado caiu no meu copo a última e derradeira gota d'água, que teve o poder fantástico e deslumbrante de virar o copo e fazer tudo transbordar. Desde então, descobri que agora minha fase é parar com todas as crises existenciais para viver assim, anestesiada, futil, serena, sem preocupações.
Ó amigos que conhecem minha versão mais profunda e mais em crise, por favor não me condenem. Mereço dias de poucas preocupações.
E hoje em dia meu panorama é assim: as coisas no trabalho fluem na santa paz, na GV o mundo cai mas eu tenho dado conta, e minhas três principais preocupações são:
- quando começa o treino do grupo de corrida no Ibirapuera?
- com que roupa eu vou pro samba que vc me convidou? (mais especificamente, prá puuuuuta festa de Reveillon q vc me convidou?)
- como faremos para trocar o Camaleão pelo Coruja e Me Abraça no carnaval?
Nada pseudo intelectualizado.
Nada profundo.
Nada inteligente.
Nada existencial.
Simplesmente vivendo as delícias da vida comum de uma pessoa medíocre... e por mais que eu critique os medíocres que me cercam, faz bem também viver sem preocupações.
Parece que fica tudo tão mais fácil, é um descanso da mente.
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